Advers: Parte 2

Setembro 20, 2006 at 2:32 am | In Ad, Arte | 4 Comments

O outro “Adver” sobre o qual quero discutir nem com adver começa. Trata-se do Artvertising. É um conceito muito interessante que agrega valor de arte à publicidade, o que acaba a tirando do saco sem fundo das propagandas convencionais (o máximo que elas fazem em relação à arte é a direção… e algumas é melhor nem comentar para não estragar o post).

Trabalhando aliado com manifestações artísticas (e as vezes até mesmo apropriando-se delas), acredito que os artvertisings chamam atenção do consumidor de forma diferenciada e agradável. Cria-se então no mínimo uma simpatia pela marca, o que já está mais do que bom hoje em dia…

A Nike nos dá um bom exemplo de como dá fazer intervenções urbanas de forma artística e não invasiva. Ela revitalizou o tradicional Bairro de la Boca em Buenos Aires exclusivamente com elementeos futebolísticos da cultura local, sem impor qualquer tipo de “americanismo” ou coisa do gênero. Teve apoio irrestrito da prefeitura e conseguiu no final das contas expor sua marca para todos os locais de Buenos Aires mais um monte de estrangeiros que visiatm La Boca.

Bela (literalmente) iniciativa.

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Outro caso interessante que quero registrar foi a já famosa Cow Parade, que consistia basicamente em espalhar vacas divertidas pela cidade, como forma de quebrar a rotina visual das pessoas. A maioria delas era bancada por algum grande anunciante, que adequava a estética da vaquinha ao seu perfil visual/comportamental. Além de cativar o consumidor que adora essas iniciativas, gerou uma mídia espontânea e um buzz absurdo em cima…

Eu adorava a Parade e espero que mais iniciativas dessas possam ser viabilizadas por grandes players do mercado.

artvertising_cow-parade-01.jpg

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Por fim, um artvertising mais clássico, mas nem por isso menos legal. Não foi nem um manifesto/parada nem uma revitalização artística do espaço urbano. Foi simplesmente um anúncio criado para a Bombril que pegou a excelente referência da vanguarda modernista do começo do século (o cubismo de Picasso nesse caso) e criou um belo anúncio ancorado pela redação: “Gênio na arte de limpar”. Achei muito criativo e muito bem produzido também…

artvertising_bombril.jpg

Já conversei com pessoas que acham, ao melhor estilo frankfurtiano, que isso é degeneração da arte; que a arte “superior” vira kitsh quando se massifica dessa maneira etc. Alguns mais radicais chegam ao ponto de dizer que a publicidade se apropriar da arte dessa forma é um absurdo e até mesmo que isso deveria ser proíbido pelos CONARes da vida.

Eu não concordo. Acho que arte e publicidade tem tudo a ver. E quanto mais artística a publicidade conseguir ser, melhor para todo mundo, já que passaremos a receber menos mensagens invasivas e horríveis do ponto de vista estético, passando a apreciar um conteúdo comercial de gosto mais refinado, mais criativo.

Melhor ainda se os anunciantes se tocarem que devem investir em arte e apoiar manifestações novas, alternativas e fazer com que isso tudo faça parte da rotina muitas vezes entediante dos cidadãos dos grandes centro urbanos.

4 Comentários »

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  1. eu curto esse tipo de arte na publicidade… gosto as coisas que quebam tradições… sou rebelde, hahahaha!!!!
    beijos

  2. [...] Mas isso tudo que estou mostrando para mim resume Axe numa palavra: ousadia. Axe não tem medo de levar à tona uma idéia aparentemente maluca. Eles vão fundo e fazem acontecer os maiores absurdos possíveis. Estão deixando de lado só a comunicação mainstream e entrando cada vez mais no advertainment, gerando forte interação e aumento da percepção de valor nos consumidores. Tudo isso ainda aliado a uma forte unidade e coesão com o posicionamento sensual, jovem e muitas vezes machista. Note que ele é explicitamente machista, o que dá personalidade para a marca, em vez de um possível tom preconceituoso. [...]

  3. [...] possíveis. Estão deixando de lado só a comunicação mainstream e entrando cada vez mais no advertainment, gerando forte interação e aumento da percepção de valor nos consumidores. Tudo isso ainda [...]

  4. [...] possíveis. Estão deixando de lado só a comunicação mainstream e entrando cada vez mais no advertainment, gerando forte interação e aumento da percepção de valor nos consumidores. Tudo isso ainda [...]


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