Pequena Miss Sunshine

Janeiro 24, 2007 at 3:02 am | In Cine | 3 Comments

Não sei o que está acontecendo, mas nos últimos tempos cismei em ver só comédias (o segundo gênero que menos gosto, só ficando a frente de terror). Escrevi aqui semana passada sobre o excepcional Borat, que de tão bom acabou levando o Globo de Ouro como melhor filme de comédia/musical. Pois bem, não contente em ver o premiado, fui assistir ao derrotado (mas indicado hoje ao Oscar de melhor filme) Pequena Miss Sunshine.

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E, assim como Borat, o filme foi uma grata surpresa. Digo isso porque desde o começo ele tinha tudo pra dar errado. Nos primeiros 20 minutos, a impressão que dava é que seria um daqueles filmes americanos clichés, que contam a história de uma família desunida, construída a base de estereótipos (desde a mãe multifacetada até a criancinha fofa, passando pelo adolescente problemático), que se une durante uma aventura cheia de percaussos. Tá aí: era a receita perfeita para um filme horroroso que faz você se odiar só por ter saído de casa.

Na verdade, o filme era quase isso. Tinha tudo que escrevi acima, mas sem um detalhe: o cliché. Apesar de ser uma roteiro meio (bondade minha) manjado, a dupla de diretores Johnatan Dayton e Valerie Faris conseguiu fazer uma execução acima de qualquer suspeita, conduzindo o elenco com maestria e contando a história de uma forma extremamente leve e divertida. E o principal, sem apelar para o grosseiro e o piegas, como é tão comum nas comédias americanas desse estilo.

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O filme começa mostrando um momento que define cada personagem, como se fora uma introdução de cada um aos espectadores. Poucos momentos depois, vemos todas aquelas pessoas na mesma mesa, dividindo o mesmo frango frito de todos as sexta-feiras. Eis que a rechonchuda e desengonçada Olive (Abigail Breslin), a caçula da família lá pelos seus 7 anos, recebe a notícia de que irá participar do maior sonho de sua curta vida: o concurso de beleza Pequena Miss Sunshine. Da decisão de ir à Califórnia até o momento em que a menina sobe no palco para se apresentar, é uma confusão atrás da outra. Tudo vai dando muito errado e eles conseguem quase por um milagre que Olive consiga concorrer.

Toda essa epopéia até a Califórnia é divertidíssima, mas nada se compara ao final do filme, um grande clímax que joga luz sobre aquela família para que possamos ver de fato o tipo de sentimento que eles guardam um pelo outro. E, insisto, sem ser cliché! É claro que, por se tratar de uma comédia, temos um belo happy end, mas isso não desmerece o filme em nada, porque, se você forem assitir ao filme verão que há happy ends e happy ends.

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Acho que Pequena Miss Sunshine não vai levar o Oscar. E nem deve. Mas certamente é um filme que vale a pena ser visto pelo menos para dar umas risadas mais inteligentes do que normalmente fazemos no Cinemark.

Ainda na série “filmes de comédia”, aluguei o clássico Annie Hall, do Woody Allen. Eu já estava ficando constrangido por nunca ter visto, mas dei um jeito nesse final de semana. E isso é tudo que tenho a dizer sobre o filme, porque certamente não tenho competência para falar nem o mínimo aceitável sobre qualquer filme desse gênio que é o Woody Allen.

3 Comentários »

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  1. Apesar de ter assistido ao filme, fiquei com medo de vc contar o final!Hehehehe
    Acredito que os conflitos pessoais são muito bem construídos e o American way of life tbm muito bem ironizado. Curti muito o filme e mais, pra mim ele é feito de pequenos momentos marcantes que fazem dele uma grande história.
    E como um amigo meu me disse: “se vc riu à toa do filme, vc não entendeu algumas coisas!”

  2. eu quero ver os dois… vê de novo, dessa vez comigo? hehehehehehehe

    se bem que nem curto mto W. Allen…

    beijos
    Re

  3. Essa terceira foto deveriam jogar fora, pois existem pedófilos que são podolotras (que admiram pés femininos).


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