A simplicidade do gênio

setembro 8, 2006 às 12:52 pm | Publicado em Arte | 2 Comentários

Estava eu almoçando na padaria aqui em frente do trampo, o Uno Due, quando me deparei com 3 quadros de Joan Miró. Parei alguns instantes para olhá-los e fiquei com uma vontade surreal de escrever sobre isso.

Miró é uma verdadeira colcha de retalhos. As influências dele são incontáveis. Dadaísmo, surrealismo, cubismo, fauvismo (ou fovismo, como queiram), abstracionismo e até mesmo a arte flamenca de Bosch e Bruegel. Talvez seja exatamente por isso que a arte dele é tão peculiar. A kilometros dá para saber se é ou não um Miró.

miro1.jpg

Pra mim a arte de Miró não é genial por todas essas influências ou por todos os prêmios que ele ganhou, mas sim por um outro aspecto: a simplicidade. Ele retrata o onírico e o lúdico de forma extremamente simples, mas sem abrir mão da complexidade, fruto não da técnica, mas do poder de abstração e criatividade de cada um que vê seus quadros. Eles exigem do espectador mais do que apenas a visão. Se ele não abstrair e tiver muita criatividade, parecem apenas um monte de traços e bolas coloridas sem nenhum sentido. Os signos que ele utiliza na sua arte são altamente polissêmicos e isso faz com que cada quadro seja um mundo novo dependendo de quem vê. Para cada um é uma situação, uma brincadeira, um sonho diferente.

A referência de Miró é tão presente que até mesmo o Google utilizou-a numa estilização do seu logo. Eu achei demais quando vi.

miro.gif

2 Comentários »

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  1. hum…. sou meio suspeita pra falar de arte… sou uma daquelas pessoas que não enxerga arte em uma tela preta, sabe!? Acho que sou meio clássica… Monet é arte pra mim… Picasso não é minha cara… mas, estranhamente, adoro Dali… é, acho que não sou padrão de nada!!! hahaha
    beijos

  2. Cara, eu acho Miró fascinante, eu já fui em uma exposição dele. Pior besteira, muito Miró pira. Já tive a oportunidade de ver alguns quadros dele entre outros também, assim, sim, valeu a pena, aproveita-se muito mais. É que nem um copinho de água entre diferentes vinhos, ou mesmo uma sonequinha entre os sexos.
    Breno, o Ogro.


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