O maior amor do mundo

setembro 10, 2006 às 3:21 pm | Publicado em Cine | 1 Comentário

Cinema é certamente meu hobby favorito. Ver, falar sobre, pesquisar, estudar… tudo sobre cinema me interessa. Tento sempre me manter atualizado sobre o que está acontecendo nas telas (sites, blogs, podcasts, etc.) e também resgatar o passado da infinidade de filmes clássicos fantásticos que eu ainda não vi (mas verei). Quando tenho tempo, sempre tento ir ao cinemas lá da paulista, ler sobre cinema, pesquisar a vida dos grandes atores e diretores e conhecer mais sobre o cinema alternativo e underground que eu adoro também. Ficar só no mainstream é bobagem…Só para exemplificar, nesse feriado (que eu estou atolado de trabalho até a garganta), aluguei três filmes: O Corte de Costa-Gravas (excelente crítica sobre a competição sem leis que é o capitalismo atual), O Segredo de BrokeBack Mountain (que não foi injustiçado no Oscar na minha opinião frente a Crash) e Nascidos em 4 de julho de Oliver Stone que sinceramente dispensa comentários (sou suspeito porque sou fã de carteirinha do Stone). Além disso, ainda fui ao cinema assistir O Maior Amor do Mundo de Cacá Diegues e vou falar um pouco sobre ele, porque foi um filme que me fez recuperar a esperança no cinema nacional. (veja o trailer aqui)

o-maior-amor-do-mundo.jpg

Andava muito desanimado com a palhaçada (literalmente) que o cinema brasileiro andava apresentado a seus espectadores. Só comédia romântica água com açucar, pastelões ou filmes históricos sem propósito. O Maior Amor do Mundo conseguiu recuperar das cinzas meu ânimo com o cinema nacional por ser um filme que alia crítica social com um muita carga de lisrismo e poesia descarregados na fotografia de Lauro Escorel, na Música de Chico Buarque e no personagem Antonio representado por José Wilker numa das suas melhores atuações que vi (e uma das melhores que vi de atores em filmes nacionais no últimos tempos).

omaioramordomundo_wilker.jpg

O filme mexe a todo tempo com a fusão de passado e presente, fantasia e realidade, miséria e fartura, o que por si só já lhe confere um diferencial. A maioria deos filmes nacionais mantém aquele roteirinho xoxo, linear, estereotipado nas fantasias e tudo mais. Agora, eu só discordo um pouco da crítica (e até mesmo do próprio Diegues) que apontou O Maior Amor do Mundo como sendo principalmente um filme que fala sobre o Brasil e sua realidade (ouça a crítica de Arnaldo Jabor de 6 de setembro). Eu sinceramente acho que esse filme tem como cenário a periferia urbana carioca (suja, miserável, entregue ao crime e à violência desumana), mas trata centralmente das angustias e aflições de um homem que doou a vida ao trabalho e agora que está a beira da morte quer recuperar um pouco da sua origem, conhecendo o passado e o ambiente de sua já morta mãe biológica. As expressões de Wilker e o roteiro de Diegues conseguem deixar surpreendentemente poético esse enredo aparentemente clichê. Tudo o que Antonio faz (fuma maconha, transa pela primeira vez, se mete no meio do lixo para ver as estrelas que costumava estudar nos laboratórios de Boston) é com um deslumbre, com uma incerteza e de forma tão atordoada que chega a deixar seca a garganta de quem assiste. O Maior Amor do Mundo merece palmas de pé, diferentemente do monte de porcaria que tem sido feitas aqui no Brasil, que não merecem nem sequer o resto dos meus comentários.

1 Comentário »

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  1. o que eu achei desse filme (já que eu vi com vc né!?): triste!
    Nossa, que filme triste… e eu que choro por qualquer coisa então. Realmente, até a Tais Araújo, que, para mim é uma atriz muito insossa, atuou dignamente!!! Bom filme, para ser visto no cinema (ainda que seja no cinemark, né Fê!?).

    Quanto aos outros filmes que assistimos durante a semana: O corte me deixou meio abalada, fiquei pensando nele por uns dois dias. Ainda não acostumei com filmes que não terminam do modo que devem terminar, se é que isso existe! Queria ver o ator principal se ferrar bonito no final, mesmo que eu tenha, sem querer, torcido por ele em alguns rápidos momentos.

    Já o segredo de BrokeBack mountain eu não gostei – total apelação, sem nenhuma mensagem, aprendizado ou sentimento. Entrei no filme muda e saí calada. Um filme para ser viso em casa, uma vez e receber o comentário “devia mesmo ter perdido o Oscar”…

    Como não vi Nascidos em 4 de Julho, não comento nada! hehehehe

    Bom, é isso!!! Te vejo no próximo post!!! hehehe

    beijos


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