Advers: Parte 3

setembro 25, 2006 às 1:51 pm | Publicado em Ad, Cool, Web | 1 Comentário

Finalmente chegamos ao fim da seção de híbridos publicitário, os nosso queridos Advers.

O último deles é o Advergaming, ou seja, a utilização de jogos eletrônico on ou offline para enviar mensagens publicitárias para um target considerável de 18-34 anos. Além de largo, esse target utiliza vorazmente games. Nos EUA, metade de todos os consumidores jogam video-game; desses, 62% estão acima dos 18 anos e passam em média 7,5 horas enfiados em games. É importante notar que isso é quase o dobro das reles 4 horas que ficam na frente da TV, com o agravante de ele poder a qualquer momento trocar de canal na hora do intervalo comercial.   

Na verdade, o advergaming tem duas vertentes. A primeira delas é quando anunciante cria um game da sua marca com a sua mensagem e coloca na net para o pessoal jogar. Nessa, preciso destacar o fantástico game que a Satchi criou para a Arno divulgar sua frigideira. Ele não é original pelo jogo em si, já que é uma reedição do manjado telejogo. No entanto, a adequação do meio com a mensagem pretendida (o atributo tangível telfon da frigideira) é perfeita. Tanto, que ele acabou trazendo um Gold Lion lá de Cannes pra casa. Demais! (clique na imagem para jogar)

arno.jpg

A outra vertente, é quando um anunciante insere um outdoor, cartaz, no-media ou algo do gênero no meio do cenário de um game. Isso é um bom aproveitamento de mídia, já que nesse meio o consumidor não tem muito jeito de trocar de cenário se não quiser ver seu anúncio, como se faz na TV, ou ainda travá-lo, como se faz com pop-ups.

Um exemplo que ficou famoso foi a inserção de SubWay (rede fastfood americana) no jogo Counter Strike. Num dos cenários urbanos do game havia cartazes nas paredes anunciando SubWay para os jogadores.

subway-00.jpg

subway-01.JPG

As opiniões dos jogadores não são muito homogêneas. Alguns deles pensam que esses anúncios são legais porque dão mais realismo aos games. Já outros, torcem o nariz, alegando que isso é invasão demais por parte da publicidade.

Bom, eu sou suspeito, mas acho que as duas vertentes do advergaming são iniciativas muito boas por parte das agências e anunciantes. É um modo de enviar a mensagem, obtendo alto grau de concentração e envolvimento com a marca. Nem preciso dizer que esse é um dos maiores problemas no meio mais caro de todos: a TV.

No entanto, assim como tudo na vida, não podemos pegar pesado com essa novidade. Caso contrário, o tiro pode sair pela culatra e os jogadores podem passar a odiar o anunciante, por estragar deliberadamente seu entretenimento. E isso é certamente tudo o que uma marca não quer.

1 Comentário »

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  1. legal seu blog, virei leitor. Logo farei um meu, só preciso de um tema bom e original, que ainda não me surgiu. Enquanto isso, dica para o seu próximo post: Crowdsourcing. Só vou colocar a palavra porque eu sei que voce vai pesquisar e formar sua opinião antes msm d’eu terminar de escrever esse cmnt. Abraços


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