Bonitinho, mas ordinário

outubro 29, 2006 às 3:53 pm | Publicado em Ad | 1 Comentário

O que você prefere, uma propaganda super criativa e divertida que não dê muito resultado ou uma propaganda feia que funciona? Esse é um questionamento quase covarde de ser feito, porque ninguém quer admitir que faça ou goste de alguma delas. Todos querem ser autores das duas ao mesmo tempo. Uma propaganda super criativa, bonita e com resultados de deixar o cliente com sorriso de orelha a orelha.

O fato é que sempre tendemos a simpatizar mais com a propaganda bonitinha mas ordinária. E foi exatamente o que aconteceu comigo essa semana. Eu vi no Brief Blog uma já antiga campanha anti-tabagista mexicana: “El Paraíso de los Fumadores”. Eu achei o filme genial, tanto pela brincadeira com a polissemia de “paraíso” quanto pela subversão da estrutura corriqueira de campanhas desse gênero. O que vocês acham?   

Como eu tinha achado muito legal, fui mostrar para o meu chefe. Ele viu, deu risada, tudo mais. Aí olhou para mim e disse: “Cara, isso aqui não é nada. Não funciona. Eu que nem fumo fiquei com vontade de acender um cigarro”. De primeira, achei que não concordava com ele. “Pô, é genial o filme”, eu argumentava comigo mesmo. Mas depois, parei para pensar um pouco e cheguei a conclusão de que ele estava certo. De fato, esse filme passa longe de cumprir seus objetivos essenciais que são fazer com que os fumantes parem e que outros novos não iniciem nesse caminho. Ele só abre espaço para que os fumantes se animem com a idéia de exisitr um mundo como aquele.

Depois dessa reflexão, fiquei mais pensativo ainda, e comecei a me questionar sobre outras propagandas bonitinhas, mas ordinárias que me fizeram cair na armadilha de achá-las geniais. Não consegui lembrar de nenhuma assim de bate-pronto, mas certamente já fui pego várias vezes. E você, lembra de alguma?

Dá um abraço!!

outubro 25, 2006 às 3:15 am | Publicado em Inspiring | 2 Comentários

Tudo começou com uma manifestação de um cara australiano chamado Juan Mann. O cara saia uma vez por semana pelas ruas de Sydney com um cartaz escrito em letras garrafais “Free Hug”. Sim, é isso mesmo. O cara distribuia abraços gratis. As pessoas passavam por ele meio sem saber o que fazer. Uns ficavam com medo e esquivavam-se do “doido” e outros iam e o abraçavam. Alguns espontanemanete, outros pelo constrangimento de recusar algo tão bacana quanto um abraço sincero.

O fato é que o cara virou uma lenda, uma referência para milhares de jovens pelo mundo todo. Tanto que movimentos como o de Sydney começaram a pipocar por ai, gerando muito mais do que vídeos para colocar no youtube, mas também fóruns de discussão online, encontros, panfletagem entre outros. Tudo por um mundo mais fraternal, tendo o abraço como principal simbologia. 

Rolou na Korea, Russia, Venezuela, Espanha, Inglaterra… Até no Brasil rolou recentemente. Confira.

Eu acho esse movimento simplesmente genial. É uma forma inteligentíssima de mostrar para as pessoas como a sociedade hoje é fria e distante; como ninguem mais quer saber do outro que está ao lado. “Um abraço? Nem pensar. Não te conheço, vai que você me sequestra!”. É assim que a sociedade anda pelo mundo afora. Gelada, indiferente, egoísta, temerosa e querendo saber única e exclusivamente sobre seu prórpio umbigo.

Numa pegada semelhante ao atual dono do Oscar, Crash, o Free Hug não é apenas um abraço, mas também um tapa na cara de todos que não se deram conta ainda da importância de um gesto como esse num mundo trsite como o nosso.

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estrando essa seção “inspiring” por conta do meu chefe (Daniel de Tomazo) que me disse na semana passada que exercitar a mente para ter idéias não é nada mais do fazer ou falar sobre que algo que nos inspira. Valeu Dani!  

Caracol de Prata

outubro 22, 2006 às 12:40 pm | Publicado em Ad | Deixe um comentário

Recentemente, saiu o resultado dos vencedores do Caracol de Prata 2006, prêmio dado às melhores peças e camapnhas sociais íbero-amercicanas. O tema, a princípio, pode parecer chato, mas tem muita coisa legal sendo feita nesse ramo.

Entre as agências, destacaram-se a Leo Burnett, a LOWE e a Saatci & Saatchi. Mas quem roubou a cena mesmo foi um anunciante: a Cruz Vermelha, que levou prêmios em praticamente todas as categorias e nas que não levou, apareceu entre os finalistas.

A peça que levou em televisão chama-se Muerte Muerta. É uma animação bem ao estilo dos desenhos tipo Dick Vigarista. A Morte faz de tudo para levar um cara para o buraco, mas no final, a Cruz Vermelha sempre o salva e mata a morte. É uma metáfora super interessante, que trata de um tema pesado, mas com muita leveza e bom humor.

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O Brasil infelizmente não levou nenhum prêmio no Caracol. A que chegou mais perto foi a Almap/BBDO com o, já premiado em outras oportunidades, “395 Espécies”, para a Fundação O Boticário de Proteção à Natureza. Uma campanha realmente digna de premiação, seja pelo fortea pelo estético, seja pela mensagem transmitida efetivamente.

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Copy: Há milhões de anos, o homem saiu do oceano. E, se continuar queimando florestas e derretendo as calotas polares, logo vai ter que voltar para ele.

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Copy: 395 espécies de animais estão ameaçadas de extinção com a devastação das florestas brasileiras. Contando com a nossa, 396.

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Copy: As queimadas nas florestas ameaçam mais espécies de animais do que você imagina.

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Copy: Existem chances da cura da AIDS estar em alguma planta da Mata Atlântica. Se considerarmos o que resta da, 7% de chances.

Red Bull matando a pau

outubro 19, 2006 às 11:16 am | Publicado em Sem categoria | 3 Comentários

Cara, o que foi isso que a Red Bull fez hoje? Os caras inventaram de chamar a atenção para eles em cima do GP do Brasil.

Tiveram a manha de colocar o carro da escuderia deles nas ruas de São Paulo. Parece mentira, mas é isso mesmo! Saiu um piloto dirigindo o carro da corrida de domingo pelas ruas de São Paulo nessa madrugada, passando por um percurso que incluia lugares famosos como o centro velho e a 23 de maio. O fim da “corrida” foi nas imediações do parque do Ibirapuera.

Sabe o que foi mais genial: os caras filmaram tudo de helicóptero e colocaram no Youtube… Demais! Mataram a pau com uma ação ousada, porém não muito custosa e com um potencial viral mais do que absurdo, especialmente nesse período pré-decisão quente entre Alonso e Schumacher depois de muitos anos de uma morna (pra não dizer fria) fórmula 1.

Curtam aí a loucura dos caras.

Mr. Pavlov

outubro 18, 2006 às 3:43 pm | Publicado em Sem categoria | 5 Comentários

Guardem esse nome. Não porque ele seja algum novo grande publicitário que está revolucionando a comunicação na Europa Oriental ou porque seja o mais novo Tolstói. Essas coisas com certeza valeriam um post aqui, mas não é o caso.

Ivan Petrovich Pavlov , um dos grandes nomes do Behaviorismo, é um cara dos séculos XIX e comecinho do XX, mas que influencia fortemente a publicidade até hoje. A sua mais importante sacada foi a descoberta do que ele chamou de condicionamento clássico, ou seja, um processo que explica a construção e alteração de alguns comportamentos com base na dupla estímulo-resposta. Sua experiência clássica foi aquela em que dava carne para um cão (estímulo incondicionado) e ele salivava (resposta). Numa segunda fase, ele associou a carne a um som qualquer (estímulo condicionado) e depois susbstituiu a carne somente pelos sons. Resultado: o cão salivou da mesma forma.

Se formos parar para pensar um pouco no que isso tem a ver com publicidade, passaremos a enxergar algumas mensagens de outra maneira. Talvez comecemos a ver que essas mensagens são o estímulo condicionado (o som para o cão), que substitui algum estímulo que nos é natural (salivar diante da carne). Mais ainda, as vezes a publicidade cria o estímulo inicial (carne) para depois substituir por outro (som), o que confere uma força enorme à mensagem. 

Bom, sem exemplo isso vai ficar completamente incompreensível. Vamos lá.

Começando do mais explícito para o mais sutíl, podemos começar com o já famoso “Experimenta” de Nova Schin. Esse primeiro filme é ó início da construção do estímulo nos consumidores, que traçou o caminho natural do condicionamento: focou muito na repetição de uma mensagem simples e imperativa.

Depois de entuxar GRP nessa mensagem, a segunda fase foi apenas dar estímulos não-verbais (sonoros, no caso) na mesma toada da mensagem inicial. Com isso, o “experimenta” ganha muito mais força, pois a resposta do consumidor é exatamente a mesma. Tudo converge para o “ex-pe-ri-men-ta” sem nem precisar verbalizar.

Outro caso menos explícito de condicionamento é uma filme fantástico que o Itau desenvolveu. Nele, o locutor fala sobre um banco qualquer, no entanto, todas as imagens que rodam no vídeo tem ligação com a cor laranja, que é um estímulo visual natural criado em nós desde sempre pela comunicação do Itau. No final, sem mostrar o logo ou falar o nome Itau, o locutor coloca a cereja no sundae e manda: “não precisa nem dizer, você sabe muito bem qual o banco feito pra você”. Tesão!

 

O último caso que queria mostrar é o de Caixa. Todo mundo manja aquela vinhetinha “vem pra Caixa você também…vêm”! Pois é, ela é um dos exemplos clássics de estímulo, já que depois de martelar muito com ela, eles usaram a estratégia de cortar a parte final da vinheta e ficou só “vem pra Caixa você também…”. E o “vem” fica intalado na garganta, querendo loucamente sair. Quer maior condicionamento por estímulo do que isso acontecer contigo? Veja essa seqüência e tire a prova. 

  

Acho que já deu pra sacar legal com esses exemplos como é real esse papo de estímulo, condicionamento, Behaviorismo etc. Isso não é a coisa mais nova do mundo, nem vai ser a mais nova pegada da publicidade mundial, no entanto, é muito interessante conhecermos todas as possibilidades de se trabalhar com uma mensagem. Dependendo de x ou y objetivo que uma campanha tenha, isso pode cair como uma luva.   

E a Nike também está animada

outubro 15, 2006 às 10:46 pm | Publicado em Ad, Brand, Cool | 1 Comentário

Ainda no embalo das animações, vale a pena conferir esses dois filminhos de Nike. Eles tem uma cara meio de game e a produção é levemente amadora. 

Mas isso tem a ver com a idéia do filme, que é a possibilidade de praticar ao mesmo tempo altos esportes hard como motocross, skate, surf, snowboard etc. Claro que no final, tudo converge para a marca que está no cenário e na pegada de todos esses esportes: NIKE!

Valeu a dica, Ken

Valeu o help, Yassuda

Anima aí!

outubro 13, 2006 às 5:32 am | Publicado em Ad, Cool | 4 Comentários

Esse parece que tem sido ultimamente um dos caminhos da publicidade. E um bom caminho, diga-se de passagem. Independentemente do conteúdo, as animações têm uma vantagem: são em sua maioria cativantes por si próprias. Nessa perspectiva, acredito que um filme publicitário animado chega a ser até mesmo um convite diferente pra chamar a atenção do consumidor, que, como já se sabe, tende cada vez mais ignorar mensagens nesse tipo de meio eletrônico.

Alguns grandes anunciantes têm apostado em animações. A Coca Cola por exemplo produziu recentemente dois filmes animados dentro do excelente conceito “live coke side of life”. O primeiro deles é uma viagem pela fantástica fábrica de Coca-Cola.

O segundo filme também é uma viagem, que se apropria do game GTA para falar um pouco mais sobre o coke side of life… muito inteligente e criativo o filme, até pela grande difusão que tem esse game entre o target. Destaque também para a música do filme, que é animal!

Essa tendência de animação tem aumentado, mas não é de hoje não. Nos últimos anos, o Festival de Cannes já havia premiado algumas peças. Em 2005, por exemplo, tivemos duas animações premiadas que valem a pena mostrar. Uma delas é o grande “Hate Something” de Honda, que mais do que um comercial, é um manifesto musical e animado de Honda para o mundo. Lindo!

O outro filme é mais virtuoso do que propriamente conceitual. É o típico filme para ganhar prêmio, mesmo porque tem 150 segundos. No entanto, vale a pena pela produção e também pela música. O anunciante é a marca de água Evian

Assim como toda a forma de divertir, distrair e entreter o consumidor, as animações são uma saída muito legal. Considerando a TV um espaço cada vez mais concorrido e de menor absorção pela baixa concentração mental do público, quem não se mexer para usar bem essa mídia tende a ficar cada vez mais longe da cabeça e do coração das pessoas. Obviamente, animação não é um produto Tabajara. O anunciante não poderá falar que seus problemas acabaram. É só mais um caminho interessante, assim como tantos outros que estão por aí para serem trilhados por agências e anunciantes.

Outra emboscada da Nike

outubro 10, 2006 às 1:14 pm | Publicado em Sem categoria | 1 Comentário

É, a Nike não perdoa!! Se tem um eventinho em que ela possa aparecer sem pagar é com ela mesmo!!

A vítima da vez foi a Adidas, que promoveu a terceira etapa do “Circuito das Estações”, ciclo de 4 corridas anuais de 10 kilometros, direcionadas para um público de corredores mais amador. Essa última edição, de primavera, foi realizadanesse domingo (08/10) nas imediações do estádio do Pacaembu para um público de aproximadamente 3.000 pessoas.

A emboscada foi em duas etapas. A primeira foi colocar três corredores no pelotão de frente com a camiseta amarela da corrida 10k que a Nike promoverá dia 12 de novembro. Como se já não bastasse todo o destaque para os caras na largada, eles ainda chegaram juntinhos no final da prova, de mãos dadas e comemorando com toda a empolgação (e cara de pau) do mundo.

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A segunda fase da emboscada se deu também no final da prova, com cerca de quatro duplas da Nike, uniformizadas, distribuindo adesivos da 10K com o texto “imagine você terminando”. Acabou que isso se configurou num grande convite para a 10k, totalmente adequado com o target e o melhor: for free!

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Guerrilheiro é isso aí: aproveita qualquer brecha sem dó nem piedade. Vamos ver agora se a Adidas sai do mainstream e dá o troco no 10K.

Que orgulho do meu país!

outubro 1, 2006 às 7:23 am | Publicado em Sem categoria | 4 Comentários

Demoraram mas chegaram! Finalmente, as eleições estão aí. Pelo menos para deputados e senadores a brincadeira acaba agora no dia 1º de Outubro.

Bom, mas como um balanço geral do período pré-eleitoral, acho que uma coisa é certa: o povo brasileiro chegará às urnas munido de fortes argumentos e um embasamento suficiente para justificar seu voto, construindo um Congresso Nacional forte, honesto, ágil e especialmente sério. Vou mostrar alguns exemplos que ajudarão a reforçar essa minha hipótese.

O primeiro deles não poderia deixar de ser o candidato Márcio Avestruz. Com propostas inovadoras, ousadas e de grande relevância, se eleito certamente trará milhões de empregos para a nossa nação.

Samuel Silva com toda certeza é outro candidato que segue a linha de de propostas sérias e embasadas. Destaque para ele na fluência de sua retórica e na grande contribuição que ele dá para que o país possa consolidar o debate político de idéias e ideais na nossa jovem e ainda efêmera democracia.

Por fim, quero dar destaque para o candidato gaúcho Cururu, que levanta a bandeira da honestidade e da ética em seus discursos e em sua campanha. Faz isso com tanto afinco que chegou a roteirizar seus horários gratuitos, sempre buscando a fácil assimilação do povo à sua fundamentada proposta para o legislativo.

Acho que essa pequena amostra dos candidatos que apresentei é um tanto quanto representativa do todo dos candidatos nessas eleições. Por isso tenho certeza que o brasileiro está com uma missão muito complicada nessas eleições. Com essa vasta oferta de bons candidatos, a escolha se torna muito mais difícil, o que é ótimo para país. Tenho convicção que esse será um dos melhores Congressos Nacionais que teremos na história e que se depender dele, o Brasil vai decolar, sem previsão certa de aterrisagem de tão alto que vai…

UPDATE: o resultado das eleições só vem a confirmar o rápido e consistente amadurecimento político da nação. Candidatos que não foram mencionados nesse post, mas que mantêm a linha de seriedade, competência e história na política foram expressivamente eleitos. Um caso que acho que representa bem tudo isso é a eleição de Clodovil Hernandez para deputado federal atingindo surpreendentes 493.951 votos.

Vejam a campanha que divulgou em horário nobre todo o programa de trabalho de Clodovil, que, com toda certeza,  foi decisivo para ele ser o terceiro candidato mais votado em São Paulo. Destaque para o viés de inovação e renovação do candidato, ditando tendências lexicais e numéricas.

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