Mudanças à vista

abril 12, 2007 às 5:35 am | Publicado em Ad | 5 Comentários

Depois de mais de (modestos) 70 post, 10.000 visitas e 200 comentários, achei que estava na hora de mudar alguma coisa aqui no AdWeb. Além de todos os problemas que ele tem, três coisas me irritam profundamente no blog desde o primeiro post: o nome, o layout e a frequência de atualização.

O nome foi pensado numa puta correria. Se vocês me acompanham desde o começo, sabem que esse blog nasceu de um certo job. E como todo job, tinha prazo curto… nessa acabei colocando o primeiro nome que me veio na cabeça: deu nisso! A questão do layout vem basicamente do mesmo problema. Como tive que começar com uma url gratuita, o layout teve que ser pré-pronto desse jeito: deu nisso. E o último galho da atualização não tem jeito mesmo. Sozinho não tenho condição de fazer um post por dia, como eu gostaria que o AdWeb tivesse.

As soluções eram meio óbvias: comprar um domínio, fazer um layout e arrumar um parceiro. E foi exatamente isso que eu fiz. Por isso, a partir de agora o AdWebFreak tá de cara totalmente nova. Vai chamar Estalo e vocês podem acompanhá-lo no endereço estalo.org. Lá, vou continuar com o mesmo tipo de blog que vinha tendo aqui, mas agora com a parceria do meu brother Luiz Mastropietro, ex editor do Cafeína e novo planejador da JWT. Além de uma atualização mais constante, agora certamente teremos uma boa diversidade de conteúdo para quem gostava de ler o AdWeb, mas se cansava de tanta propaganda. :D

Confesso que mesmo com todos os problemas, vou sentir uma saudadezinha desse layout pronto azul e desse nome estranho. Mas essa mudança vai ser show de bola. Garanto que vocês vão curtir… mas se não estiverem curtindo, quero ver nego metendo a boca no trombone, ou melhor, nos comments lá do Estalo.

Cinema em 30″

abril 10, 2007 às 2:21 pm | Publicado em Ad | 1 Comentário

Acho muito legal quando a arte consegue influenciar nossos criativos a fazerem seus filmes. Se a propaganda acaba sempre interrompendo o entretenimento das pessoas, por que não tentar torná-la mais agradável para elas? E para isso, convenhamos que a arte é sempre uma boa.

Nessa pegada, acabaram de sair do forno dois filmes muito bacanas com claras referências à arte. Mais especificamente, à sétima.

O primeiro deles foi da JWT para Tamarine, uma espécie de laxante natural da Farmasa. O filme mostra uma perseguição acirrada de uma mulher que corre loucamente atrás da privada em que ela iria “fazer”. Só que a perseguição tem uma estética muito própria, com claras referências a filmes como “Prenda-me Se For Capaz” e aos clássicos do 007. É uma perseguição menos correria e mais esperteza, mais inteligência. Confiram.

O outro é da Almap/BBDO para o Novo Golf. Esse não tem nem muito o que falar. Eles pegaram o Forest Gump e deram um Golf para ele. Em vez de correr, o cara dirigia. Simples (e genial) assim! A assinatura? Essa tá fácil: “Novo Golf. Pelo prazer de dirigir”.

Além desses dois, poderíamos lembrar também que o Pálio trouxe Rocky Balboa e o Gol Chuck Norris para os nossos breaks.

Gostei muito de todos esses filmes. O fato de as referências serem boas ajuda, mas não é só isso não. As idéias todas são muito legais, o que certamente ajudou muito na execução.

Tartarugas e topeiras

abril 5, 2007 às 8:46 pm | Publicado em Sem categoria | 8 Comentários

Todo mundo já deve saber que estava rolando uma ação de guerrilha para o lançamento do novo filme das Tartarugas Ninja. A idéia toda girava em torno de um blog misterioso que fazia uma contagem regressiva para um evento que ocorreria na Paulista no dia 04/04 às 20:00h. E o evento seria tão animal que até pessoas do Japão e da China estavam dando um jeito de conseguir chegar a tempo. Aí os caras fizeram de tudo: mandaram pizza para blogueiros, colocaram estrelinhas de ninja (ou shurikens) nos carros das pessoas, prenderam gente nos postes da Paulista e tudo mais. Uma maravilha! Com tudo isso, aposto que todo mundo estava esperando o evento mais ferrado do mundo. Imagino até as pessoas pensando no que será que aconteceria no dia 04/04 na Paulista. Todo mundo deve ter ficado curiosíssimo… talvez tenha gente que ficou noites sem dormir de tanta curiosidade.

Bem, isso foi pelo menos o que o pessoal do filme pensou. Mas… não foi bem assim que aconteceu não. A convite de uns amigos meus e aproveitando que trabalho muito perto do lugar da ação, fui até lá ver no que tudo isso ia dar. Lá, encontrei umas… 10 pessoas (contando conosco, que éramos em 3) que se mobilizaram para curtir o grande e misterioso evento. Bom, melhor do que eu contar como foi é vocês mesmo verem. Confiram aí tudo o que eu pude registrar nesse que pode ser considerado o primeiro videocast do AdWeb (mil perdões pela péssima qualidade de som e imagem).

É, tristemente esse foi o grande e misterioso evento. Uma projeçãozinha merreca na Paulista que contou com a ilustre presença de duas Tartarugas e umas 5, 7 pessoas. E o melhor de tudo é que os caras distribuíram 500 ingressos no final do evento. Isso quer dizer que eles deram ingressos para muito mais pessoas que foram verdadeiramente impactadas pela ação. Quão nonsense pode ser isso?

Desde que começou a se falar dessa ação, eu sempre achei ela muito ruim. Aliás, não é só a ação que é ruim: a idéia é ruim! Primeiro porque ela é altamente pretensiosa. Achou que criando um misteriozinho em cima de um evento e fazendo umas guerrilhas iria deixar todo mundo com uma puta pulga atrás da orelha. O que, ao meu ver, eles não entederam é que isso tudo não faz a menor diferença na vida das pessoas. Ninguém estava nem aí para quem estava chegando e isso só se comprovou no evento, que, diga-se de passagem, foi um desastre. Ele mobilizou pouqíssimas pessoas e ainda conseguiu frustrá-las. Óbvio, né? A expectativa que os caras criaram foi tão grande que todo mundo elas estavam esperando um puta dum evento, coisa que não aconteceu nem de longe.

Enfim… acho que isso só serviu para reforçar bastante a minha opinião sobre ações guerrilheiras que se propõe a esse tipo de coisa como um misteriozinho, um blogzinho e umas gracinhas, acreditando que todo mundo vai achar um tesão. Mas um dia o povo cai na real e percebe que isso não dá certo. Toda moda um dia passa (graças a Deus).

Ikea BokLok

abril 4, 2007 às 1:35 pm | Publicado em Brand | 4 Comentários

A Ikea é uma das marcas pelas quais eu tenho uma grande simpatia. Além de um conceito de loja super bacana, sua comunicação é impecável, sempre fazendo filmes muito divertidos e ações diferenciadas bem acima da média. Mas uma coisa em especial que eu não sabia e me chamou muita atenção é o projeto BokLok. Trata-se nada mais, nada menos de vender casas blocadas, pré-fabricadas e prontas para morar, “powered by Ikea”.

As casas BokLok (que se pronuncia “Book Look” e quer dizer algo como “moradia inteligente”) são todas feitas com materias naturais livres de desmatamento, com gestão inteligente de energia e um custo bem abaixo da média do mercado imobiliário europeu. Ela é facilmente “instalada” e com poucos ajustes de encanamento já está pronta para morar. Acho que para ser um produto típico de gôndola só falta a embalagem mesmo. :D

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Depois de um grande sucesso na Escandinávia, sua recente chegada ao Reiuno Unido foi vista com maus olhos por alguns arquitetos e intelectuais que alegam que o BokLok atua praticamente como um símbolo do depradação da condição de moradia huamana, condenada a viver em blocos sem a menor diferenciação e individualidade. Até contra esse tipo de argumento a Ikea se preparou, proporcionando alguns tipos de customização interna para os donos de BokLok não se depararem com as suas próprias casas quando forem visitar seus vizinhos.

Saindo um pouco do campo filosófico, a Ikea mandou muito nessa idéia. É brilhante uma marca de varejo mobiliário transcender os limites de seus produtos desse jeito e atingir um nível de pensamento mais ou menos assim: “Se vendemos coisas para colocar nas casas, por que não vendermos as casas prontas?”.

E com isso, a Ikea conseguiu fazer com que uma das poucas coisas no mundo que não eram branded passassem a ser. Ela acaba ganhando um valor ainda maior para a marca se fazendo presente em muitos dos momentos mais preciosos na vida das pessoas. Dá para imaginar algo material que possa fazer tanta diferença nas nossas vidas como própria casa em que vivemos? E isso se reforça mais ainda se pensarmos no público a que o BokLok se destina. Bem sabemos que as classes menores dão uma importância n vezes maior para o lar do que as outras. É uma conquista tão suada que é tratada com um carinho todo especial.

Essa é uma idéia muito dentro dos conceitos modernos de marca, mas… alguém aí acreditaria se eu contasse que o primeiro BokLok foi contruído na Suécia em 1997? É, gente, isso é Ikea!

Fiquei sabendo no Update or Die, mas os detalhes mesmo estão no The Guardian.

Uma nova forma de interrupção?

abril 2, 2007 às 1:46 am | Publicado em Ad | 5 Comentários

Saiu no Blue Bus há umas duas semanas uma notícia que é no mínimo um bom tema para reflexão. Para quem não quis clicar no link, conto que a notícia revela um projeto da ABC de desenvolvimento de um novo tipo de uso publicitário da TV, contextualizando o anúncio ao conteúdo normal da grade. Um exemplo, dado pela própria matéria, seria o de um personagem vendo TV num seriado e o comercial que estava rolando para ele começar a passar para nós também, ocupando toda a tela. Eles deram apenas um exemplo, mas partindo daí, podemos imaginar todo tipo de interação que personagens de TV fazem com mídias sendo transferidas diretamente para nós.

Quando entrei em contanto com essa notícia, minha primeira reação foi esculhambar geral: “com que direito eles fazem um negócio desses? Além de interromperem minha diversão com a droga dos breaks agora eles querem fazer isso DURANTE a programação? É um absurso! Esses caras só podem estar loucos mesmo!”. A idéia estava apenas na esfera do projeto e eu já estava completamente puto da vida.

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Mas conversando um pouco sobre isso com o povo da agência e lembrando de algumas opiniões que aqui mesmo eu já tinha dado anteriormente, comecei a repensar um pouco minha opinião. Lembro que quando eu escrevi sobre o Super Bowl, retratei-o como um contrasenso, já que era um momento em que as pessoas se importavam tanto com o break quanto com o próprio jogo, o que para mim demosntrava o quanto as pessoas gostam de bons filmes publicitários e o quanto eles podem ser parte do nosso entretenimento.

Daí então comecei a me questionar em relação a esse projeto de veicular de filmes contextualizados durante os programas. E se os filmes forem sempre tão legais que as pessoas passem a gostar de vê-los até mesmo durante seus programas preferidos? E se se criar uma cultura de que o spot de determinada série é sempre muito bom e vale a pena parar para vê-lo? Será que tem alguma chance de isso ser um aproveitamento de mídia com tanta atenção quanto o Super Bowl? Enfim, será que filmes publicitários inseridos na programação das emissoras tem potencial para fazerem parte do nosso entretenimento?

Questão complicada. Complicadíssima eu diria. Porque eu sinceramente vejo nesse projeto um potencial bacana para o 30″, só que ao mesmo tempo consigo enxergar perfeitamente como ele pode ser mala e extremamente invasivo. Depende da forma como for feito, vejo tanto pessoas parando para ver o filme como pessoas protestando loucamente na frente da emissora.

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Talvez se eu fosse o pessoal da ABC, levaria em frente esse projeto, mas com duas pré-condições já de saída: 1) TODOS os comerciais que forem veículados terão de ser extremamente divertidos. Nada de varejo, nada de produtos chatos; 2) Os filmes terão de ser bastante exclusivos. Poderá haver apenas um anúncio por show e em pouquíssimos deles. Só assim dá para impedir que isso vire carne de vaca, perca o interesse e seja mais um método infalível de interrupção.

Mesmo assim, fico um pouco com o pé atrás. Não sei se seria uma boa… a publicidade já inventou maneiras demais para nos impactar e as vezes eu penso que não precisamos de mais uma.

Valeu pela dica, Cami. :D

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