Quebra tudo!!

fevereiro 23, 2007 às 4:19 am | Publicado em Ad, Cool | 3 Comentários

Parece que agora a nova moda nas agências de publicidade é destruir coisas para poder vendê-las, por mais paradoxal que isso possa parecer. Acho notável como as pessoas curtem todos os tipos de coisas que são quebradas, destruídas, explodidas, implodidas, trituradas ou o que quer que seja, desde que faça bastante sujeira.

Exemplos disso não faltam. A Nike mesmo fez uns viraizinhos para anunciar suas poderosas bolinhas de golf Juice 312. Poderosas porque, se arremessadas por um canhãozinho, elas podem destruir coisas inusitadas como um coelhinho de brinquedo, um bolo de aniversário, uma Lava-Lamp, uma máquina de balas entre outros.

Outra marca que apostou na destruição para comunicar foi a cerveja Milwaukee Best Light, que construiu um alvo gigante para que uns malucos pudessem atirar latinhas em vítimas não menos inusitadas como melancias, melões, TVs, aparelhos de som, vasos de flores…

Agora quem me chamou atenção mesmo foi a Absolut, que usou a moda da destruição de coisas para dar suporte à idéia do seu novo produto, a Absolut Pears. O conceito é apresentado por meio da assinatura “The new taste of temptation” e fala sobre a destruição das velhas tentações da nossa vida em favor do novo sabor da tentação ou seja, da Absolut Pears.

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Ainda poderia citar exemplos como a famosa série Will it Blend? da Blendtec ou até mesmo as consagradas coreografias das explosões causadas pela mistura de Coca-Cola Diet e Mentos. Mas o fato curioso mesmo é a proliferação desse tipo de execução, bem como seu enorme potencial viral. Essas marcas acabam passando um tempo especial na vida das pessoas por estarem realizando um desejo reprimido delas de destruir e quebrar as coisas dos jeitos mais estranhos que poderiam pensar em fazer, mas normalmente não podem ou não conseguem.

Agora, o que seria mais bacana ainda é se essas marcas dessem a possibilidade de as pessoas poderem fazer isso elas mesmas. Sair do virtual e ir para o real. Fazer as pessoas interagiram com a marca de forma mais concreta, com uma experiência mais forte.

Eu com certeza estaria na fila para destruir várias dessas coisas :-)

Valeu pela dica, Bazán

The Oscar Goes To…

fevereiro 14, 2007 às 2:03 am | Publicado em Ad, Cine, Cool | 1 Comentário

Com todo esse agito pré-Oscar, a Fox aproveitou para dar mais uma divulgadinha no longa dos Simpsons que estréia ainda esse ano. São os palpites do astro Homer Simpson.

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Alguém mais achou que os palpite/comentários do Homer são muito melhores do que os do mala do Rúbens Ewald Filho ou fui só eu?

Dica do Ilustrada no Cinema

Nostalgia

janeiro 26, 2007 às 5:44 pm | Publicado em Cool | 2 Comentários

Nostalgia é sem dúvida um dos meus sentimentos preferidos. É demais poder relembrar coisas que te marcaram num passado já meio distante. No mínimo você solta aquele sorriso e pensa: “caraca, queria MUITO poder fazer isso de novo”.

Isso foi o que aconteceu hoje na agência, quando o Thiago (estagiário de planejamento) mandou um comercial do Atari no e-mail da agência.

Eu achei muito testão o filme, mas ele não me marcou tanto quanto poderia porque eu não tive Atari de pequeno, só Master System. Mas aí, eis que surge – nos links relacionados que aparecem sempre ao final dos vídeos do YouTube – ele, meu herói durante alguns bons anos de criança: Alex Kidd. Sim, aquele mesmo que vinha na memória do Master. Obviamente, eu cliquei na hora para ver do que se tratava e relembrar o tempo em que eu só jogava essa trolha dia e noite.

E desse surgiu outro, que mostrava uma das fases mais memoráveis do game: o Jokempo.

Nem precisa falar que a minha reação foi exatamente aquela que descrevi no início do post. Sorriso, lembrança e muita vontade de poder jogar de novo, só por umas duas horinhas. E é engraçado que o que mais faz a lembrança ser gostosa e presente na nossa memória são as músicas desses jogos antigos. Elas eram muito animais e marcavam o game com uma força impressionante.

E nessa de pilhar na música, acabei lembrando de um vídeo em que um coral reproduzindo a famosa musiquinha do Mário Bross.

Alguém sabe aí se existe emulador do Alex Kidd pra Playstation 2?

Tanques de guerra, carros de guerrilha

janeiro 22, 2007 às 3:20 am | Publicado em Ad, Cool | 1 Comentário

Recentemente, vi duas ações de guerrilha muito bacanas utilizando carros.

A primeira, e mais genial, foi desenvolvida pela Serviceplan para a Giller, agência de viagens de Munique. O objetivo era motivar as pessoas a aproveitarem as promoções da agência e viajarem no feriado. Para isso, resolveram aproveitar o frio que estava na Alemanha e provocar as pessoas, mostrando a temperatura de praias e países tropicias. O melhor de tudo é que eles faziam isso escrevendo a dedo nos vidros dianteiros de carros cobertos de neve.

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A segunda ação foi feita para o estacionamento Car Park. A ideía era extremamente simples e conseguia, além do impacto visual do meio suportando a mensagem, um buzz entre as pessoas que passavam por alí. Os caras pegaram um carro, deixaram-no estacionado num lugar descoberto e decoraram-no com merda (sorry) de pombo. Então, na capota do carro, tinha um display com o texto: “Try us instead”.

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E dá-lhe guerrilha!!

As melhores idéias de 2006

janeiro 9, 2007 às 2:27 am | Publicado em Ad, Brand, Cool, Inspiring | 2 Comentários

A Contagious Magazine soltou recentemente um documento que compila todas as melhores (ou mais contagiantes segundo ele) idéias de 2006. Para isso, dividiram as idéias em 16 categorias, tais como design, gadgets, gaming, viral, event, website, branded, UGC etc.

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Sinceramente, acho que não vale a pena passar idéia por idéia que a Contagious elegeu, mesmo porque eu já postei aqui, aqui e aqui algumas delas. Mas acho que o que vale bastante a pena é fazer uma análise para tentar descobrir o que todas essas idéias têm em comum. O que elas tem de tão especial que as tornam grandes sacadas?

Lendo o documento com um pouco de cuidado e pensando durante algum tempo nessa questão, cheguei à conclusão que praticamente todas as idéias se concentram muito em entreter as pessoas, pelo meio mais bacana que há atualmente: a interatividade. Claro que hoje podemos falar que em várias dessas idéias há compartilhamento, colaboração, geração de conteúdo, brand enterteinment, customização etc. Mas acho que tudo isso acaba tendo o entretenimento pela via interativa como elemento central.

E, na boa, eu acho que esse lance de interatividade é muito mais simples de entender do que parece. Podemos usar algumas situações corriqueiras de convívio social para sacar. Por exemplo, quando você sai para jantar com aquela turma de amigos da sua namorada que ela adora, mas que você sente que não tem nada a ver com você. Você tenta ser simpático e faz de tudo pra agradar, afinal, é sua namorada e você quer participar também da vida social dela. No entanto, tenho certeza que muitas vezes você se pegou quieto, sem a possibilidade de emitir uma opinião ou um comentário. E isso acontecia ou porque você não via abertura ou porque realmente as pessoas não te davam abertura. Você até pode curtir o papo, mas como não tem muitas possibilidades de participar, não sente vontade de continuar lá por muito tempo.

Situação completamente diferente é quando você sai com seus amigos. Esse grupo de pessoas te abriga de um tal jeito que você quer falar, brincar, fazer piadas, dar opiniões, fazer comentários e tudo mais. Porque você sente que pode fazer isso, que aquele grupo te possibilita essa interação. Resultado: você quer sair mais, de novo e de novo.

Eu acredito que seja bem essa a lógica da interação que a maioria das boas idéias apontadas pela Contagious proporciona. Elas têm a capacidade não só de prender a atenção do receptor, mas também de fazer com que ele responda, comente, reproduza e, principalmente, espalhe.

Para não ficarmos só nas idéias senso comum do tipo YouTube, MySpace, Second Life, Wii, blá, blá e blá, vamos pegar alguns exemplos diferentes dentro da seleção da Contagious. Um deles é a categoria Retail, em que as três melhores lojas do ano foram Nokia, Apple – ambas em NYC – e Nike em Londres. Desses três, acho que o exemplo que mais vale a pena comentar é o da Nokia, que teve a sacada de conectar celulares a telas LCD gigantes. A idéia era fazer com que as pessoas enviassem mensagens dos celulares expostos na loja e que elas fossem reproduzidas diretamente nas telas. Nem precisa falar que divertido e que puta experiência de consumo que isso era para as pessoas que entravam lá.

Para a Nokia, vender celular ali era certamente o de menos. O que a marca ganha em termos de imagem e awareness com isso já paga a conta do investimento e sobra um bocado, mesmo sem vender um dólar.

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A categoria Ambient também é uma boa para falar de interatividade. Os campeões foram a IKEA com o seu mobiliário urbano, o Mc Donalds com seu relógio solar e Adidas com aquela bola gigante.

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Todas são maneiras muito interessantes de entrar em contato com as pessoas de uma forma diferente e interativa. Quão bacana é você poder esperar seu ônibus sentado no sofazinho que a IKEA montou ali? E vai falar que não é no mínimo curioso que dependendo da posição do sol o Mc Donalds te indique um prato? E, principalmente, quem não queria ter voado dentro daquela bola de futebol gigante que a Adidas montou na Nova Zelândia? Isso tudo é a marca interagindo e entrando na vida das pessoas de um jeito especial, proporcionando-lhes alguns bons e memoráveis momentos de entretenimento.

Por fim (até porque esse post já passou os limites aceitáveis de texto na internet), acho legal falar da categoria Event. Os três eleitos são bacanas, mas quero dar destaque apenas para o Greenspace da Heineken. Na verdade, ele começou com um evento, mas hoje é muito mais do que isso. A sacada da marca foi revitalizar um bairro em Valência na Espanha e aproveitar para construir lá um espaço próprio, voltado para o desenvolvimento de criatividade (arte, música, design, filmes etc.). Depois do festival de lançamento, esse espaço é aberto diariamente para que as pessoas possam bater papo e desenvolverem suas idéias num espaço fértil para tal. Tudo sob o “sponsor” da Heineken, que dessa maneira, tornou-se extremamente relevante na vida das pessoas daquele bairro e até mesmo daquela cidade.

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A última conclusão que eu consigo tirar disso tudo, além do que eu já falei a respeito de entretenimento e interatividade, é que não é só na internet que moram as grandes idéias.  Todo mundo fala que o futuro da publicidade é na internet, mas acho que não é bem assim. Certamente ela terá papel cada vez mais fundamental no lançamento e suporte das campanhas, só que eu penso que o futuro da publicidade estará onde uma boa idéia estiver. E com uma boa idéia, quero dizer algo que altere o relacionamento das pessoas com as marcas, que lhes ofereça entretenimento, que interaja e que ganhe cada vez mais espaço em suas vidas. E essas idéias certamente podem, sim, estar nas ruas, nas lojas, nas praças, nas casas de shows e onde mais um cérebro criativo possa alcançar.

O lado Coca Cola da Música

janeiro 4, 2007 às 2:13 am | Publicado em Ad, Brand, Cool | 15 Comentários

Vem aí mais uma ação bacana da Coca-Cola dentro do já consagrado posicionamento “Viva o Lado Coca-Cola da Vida” (“Live the Coke Side of Life”). Amanhã estréia num break exclusivo de 60″ durante o Jornal Nacional a campanha Viva o Lado Coca-Cola da Música, desenvolvida pela JWT.

A idéia estratégica gira em torno do conceito de hibridismo, celebrando as misturas legais que a música pode produzir desde que as pessoas estejam abertas para isso. Se você não gostar nem de Zezé de Camargo e Luciano, nem de Sepultura, por que você não pode gostar do resultado dessa fusão? O “Lado Coca-Cola da Música” é essa cabeça aberta, essa possibilidade de fusão e de hibridismo, sem preconceitos ou pré-julgamentos. O jovem curte isso. É cool ter a mente aberta para possibilidades, por mais bizarra que elas sejam. E outra coisa: eu não conheço nenhum jovem que não tenha uma ligação especial com música de algum jeito. Enfim, acho que foi uma ótima sacada da Coca-Cola e tem tudo pra dar muito certo, principalmente se a campanha transcender os meios convencionais e contemplar também ações de brand enterteinment, geração e compartilhamento de conteúdos, interatividade online e outras inúmeras outras possibilidades mais relevantes e envolventes para o target.

Mas de qualquer forma, vou postar aqui em primeira mão o filme e os prints, que são excelentes, diga-se de passagem. A execução em 30″, conseguiu passar de um modo muito divertido a idéia estratégica e os prints têm uma direção de arte de dar gosto.

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UPDATE: a idéia estratégica da campanha desse projeto de música para Coca-Cola é da JWT, no entanto, os filmes de 30″ e 60″ foram criados pela argentina Santo. Os prints também são da JWT, criados por Roberto Fernandez e equipe.

Parece até piada

dezembro 14, 2006 às 5:13 am | Publicado em Ad, Cool, Non-sense | 3 Comentários

A cada dia que passa eu percebo que a publicidade está mais cheia de piadas. E eu não estou me referindo a manchetes do tipo “Roberto Justus voa no dirigível da Goodyear para comemorar a nova conta” ou “Famiglia anuncia outra grande conta: Hirudoid”. Não que isso não seja piada, mas quero falar sobre tirações de sarro com a profissão pubicitário.

Eu juntei vídeos, textos, fotos e tirinhas que retratam o lado cômico da publicidade. E nesse sentido, acho que quanto mais escrachado e/ou irônco melhor. E é curioso como tem umas coisas que acertam na veia e proporcionam muita auto-tiração-de-sarro.

O mais recente desse tipo que eu vi são crianças falando que querem trabalhar com publicidade quando crescerem. É hilário:

E tem coisa de tudo que é tipo. Essa tirinha aqui, por exemplo, veio diretamente do blog Publicidade de Saia e retrata o peculiar cotidiano real das agências:

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E como os planejadores não poderiam escapar ilesos, peguei do Cafeína duas características engraçadas desse pessoal esquisito: a indecisão e a encheção de lingüiça.

indecisao-publicitaria.jpg

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E para finalizar, acho que não teria nada melhor do que a engraçadíssima série “Truth in Advertising”, que é genial pela dose exagerada de sinceridade de seus personagens.

Eu acho essas manifestações muito boas. É legal pra caramba tirar sarro de si próprio, até porque isso faz com que nos conheçamos melhor, só que de um jeito relaxado, leve e descontraído. Afinal, não dizem por aí que o sorriso é o espelho da alma??

Ah, e se alguém aí conhecer outras piadas boas sobre publicidade, marketing e afins, deixa um comment aqui pra ver se a a gente consegue juntar bastante coisa engraçada e dar umas risadas.

Viral Learning Center

novembro 30, 2006 às 8:05 pm | Publicado em Cool | 1 Comentário

Tem nego por aí que pagaria muita grana para participar, hein?

Rock Dot Rock

novembro 24, 2006 às 12:35 am | Publicado em Cool, Web | 4 Comentários

Recentemente saiu um estudo pela TNS que aponta as motivações das pessoas pela publicidade. Em linhas gerais, foi perguntado aos entrevistados o que eles esperam dela. 70,5% respoderam na lata: queremos diversão. Diante desse expressivo resultado, foi perguntado também se elas acham a publicidade chata. Não deu outra, 53,3% dos entrevistados responderam afirmativamente.

Fica até cliche falar, mas isso é mais uma prova de como a comunicação mudando drasticamente.

Quem parece que entendeu direitinho o recado foi a Symantec, que está fazendo uma ação muito bacana para divulgar seu novo software, o Norton Confidential. Ela é bastante inovadora e bem adequada a esse cenário. A idéia foi montar uma banda de rock patrocinada pela marca. Seus temas são uma combinação de rock e Symantec, ou seja, ela fala sobre sexo, drogas e antivirus.

Segundo a própria Rock Dot Rock em seu site, essa é a primeira adverband do mundo (lembra dos “advers“?).

rockdotrock01.jpg

Pela foto dá pra notar pelo menos duas coisas: eles são realmente patrocinados pela Symantec (se não bastasse o logão deles no cartaz, o uniforme dos caras é todo preto e amarelo). A outra coisa é que a Symantec quer tirar os caras só da internet para colocá-los também nos palcos.

Só que olhando com atenção, há uma terceira coisa que dá pra notar: sim, isso mesmo, eles são meio toscos. No entanto, como eu achei meio leviano julgá-los apenas por uma foto, resolvi pesquisar mais para formar uma opinião.

Essa foto (do site oficial) ajudou bastante no meu veredicto.

rockdotrock02.jpg

Bom, mas para ter certeza, certeza mesmo, fui atrás de mais coisas e acabei achando o clipe de Is it Really You?, o “hit” dos caras. Ele ajudou bastante e acabou sendo a prova definitiva da tosquice de Rock Dot Rock da Symantec.

Quero crer que isso foi completamente intencional e que a Symantec está com uma pegada Long Tail para ganhar a galera justamente por causa da tosqueira. Seria muito chato pensar que uma idéia tão legal e tão adequada com as novas tendências da comunicação moderna como essa fosse mal aproveitada por motimos execucionais.

Mas mesmo considerando a hipótese de que os caras erraram a mão na execução, acho que a iniciativa é ótima. Hoje em dia o modelo 30″ está colando cada vez menos. As pessoas não querem mais ser interrompidas pela publicidade quando estão fazendo algo que curtem. Pelo contrário, o relacionamento entre as pessoas e as marcas está mudando tanto, que hoje o consumidor exige que sua marca lhe proporcione diversão, entretenimento, que pelo menos parte disso seja de graça e que tenha conteúdo opensource para ele contribuir.

Essas ações estão ficando cada vez mais recorrentes lá fora, mas aqui no Brasil se vê muito pouco. É melhor as marcas e as agências daqui começarem a se coçar, porque isso pode nos parecer uma realidade muito distante, mas eu acho que ela está mais próxima do que se imagina.

Graças a dica do Vitor.

Videogame Wars

novembro 16, 2006 às 11:19 am | Publicado em Cool | 5 Comentários

Está cada vez mais quente no mercado a briga entre o Wii da Nintendo, o XBOX 360º da Microsoft e o Playstation 3 da Sony. Os três vem muito fortes nesse natal, cada um com o seu diferencial próprio para tentar abocanhar share.

O Play 3 talvez seja o mais esperado deles, muito pela revolução que foi o Play 2. Os principais diferenciais da versão 3 são o seu potente processador Cell, que lhe permite velocidade e uma alta definição de imagem e som; o espaço interno que chega a 60 GB na versão mais completa; e um leitor que roda blue-ray, provável substituto do DVD. É destruidor. Tipo uma Ferrari dos videogames.

Só pra ter uma noção da expectativa que se criou em torno dele, no Japão tinha nego se estapiando nas portas das lojas para poder garantir o seu antes que acabasse tudo. Foi absurdo! E isso mesmo sabendo que de início ele tem problemas de compatibilidade com jogos das outras versões e o preço mais salgado da categoria: U$600,00.

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Em termos de comunicação o PS3 não vem tão forte quanto se esperava. O site até que é bacana, mas os filmes são bem fraquinhos na minha opinião.

O outro lançamento dese final de ano é o Nintendo Wii. Mas já de cara é bom falar que se a questão é “potência”, ele não manda tão bem quanto o Play 3. O processador não é tão bom, a definição da imagem é semelhante ao Game Cube e o som é meia boca. Ah, em termos de acesso a internet ele também perde de longe para o XBOX 360º. Porra, mas é uma merda esse videogame então, você deve estar pensando.

A questão, é que a Nintendo vem com uma pegada diferente para o Wii. O diferencial não é técninco. A idéia deles é revolucionar o modo como as pessoas jogam videogame. Com controles que reproduzem o movimento das nossas mãos na tela, o Wii pretende quebrar o paradigma de jogador de videogame sedentário. Imagine você jogando tênis no Wii com esse controle. Dá pra ficar sentado? Além de ser uma novidade que tem tudo pra sacudir o mercado, a Nintendo ainda conseue abocanhar alguns públicos que jamais se interesariam por videogames com controles cheios de triângulos, bolas, quadrados, Rs e Ls. É muito fácil brincar. Se imagine lá dentro, faça os movimentos e pronto.

Em termos de comunicação, o Wii não apresentou muita coisa, mas uma em especial mostra que eles já sacaram o potencial viral que as coisas tem hoje em dia, além do potencial dos consumidores em contribuirem com conteúdo para as marcas que elas gostam. Nessa perespectiva, surge o Wii Experience, um site que tem o propósito de fazer com que você se filme jogando Wii e publique lá. Assim, todo mundo pode ver as bizarrices que rolam quando alguem se empolga muito brincando com o Wii.

Rolou também um 30″, mas eu achei tão fraquinho quanto o do Play 3.

Por fim, o temos o XBOX 360º, que apesar de ter sido lançado no final do ano passado, entra na briga com os lançamentos desse ano. Em termos gerais, o XBOX 360º é o mais equilibrado dos três. Não é tão potente quanto o Play 3, mas não deixa a desejar em nenhum quesito; não é tão legal quanto o Wii, mas dá uma surra em qualquer um em termos de acesso a internet e compatibilidade com outros aparelhos, como um PC. Nessa nova versão, dá praticamente para usar seu home theater como um anexo do seu PC, podendo rodar vídeos, tocar música, passar fotos etc. E o lance de internet, nem precisa lembrar que o XBOX é show. É com toda certeza a maior rede de games virtuais do mundo todo.

Além desse equilíbrio todo de features, o XBOX 360º é com certeza meu favorito em termos de comunicação. Tá certo que ele teve mais tempo pra mostrar coisas bacanas do que os outros, mas tenho que falar do que eu vi, certo? E o que eu tenho notado é que a idéia dos caras é sempre a de dar vida a brincadeiras que todos nós já fizemos um dia, só que em enormes proporções. Sempre que vejo um filme dos caras eu ´fico pensando que tesão que seria poder estar lá. E vocês, não bate uma nostalgia?

Um desses filmes eu já postei anteriormente quando falei de advertainment. Confira o outro.

Agora animal mesmo foi o que o filme que eles fizeram com cordas para celebrar o seu conceito Jump In. Os caras tiveram a manha de fazer um Flash Mob de um minuto com pessoas fazendo loucuras com cordas e saindo como se nada tivesse acontencido. Total conceito de Happening mesmo. Genial!

Bom, minha conclusão sobre toda essa história de videogame é que no natal eu quero que apareça na lareira da minha sala um videogame potente que nem o Play 3, com a jogabilidade do Wii e a comunicação do X BOX. Será que o Bom Velhinho encara essa?

Quem me deu a dica do tema desse post foi o meu parceiro Bazán, planner da Capital Pessoal. Valeu, Bazán!

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