E a Nike também está animada

outubro 15, 2006 às 10:46 pm | Publicado em Ad, Brand, Cool | 1 Comentário

Ainda no embalo das animações, vale a pena conferir esses dois filminhos de Nike. Eles tem uma cara meio de game e a produção é levemente amadora. 

Mas isso tem a ver com a idéia do filme, que é a possibilidade de praticar ao mesmo tempo altos esportes hard como motocross, skate, surf, snowboard etc. Claro que no final, tudo converge para a marca que está no cenário e na pegada de todos esses esportes: NIKE!

Valeu a dica, Ken

Valeu o help, Yassuda

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Anima aí!

outubro 13, 2006 às 5:32 am | Publicado em Ad, Cool | 4 Comentários

Esse parece que tem sido ultimamente um dos caminhos da publicidade. E um bom caminho, diga-se de passagem. Independentemente do conteúdo, as animações têm uma vantagem: são em sua maioria cativantes por si próprias. Nessa perspectiva, acredito que um filme publicitário animado chega a ser até mesmo um convite diferente pra chamar a atenção do consumidor, que, como já se sabe, tende cada vez mais ignorar mensagens nesse tipo de meio eletrônico.

Alguns grandes anunciantes têm apostado em animações. A Coca Cola por exemplo produziu recentemente dois filmes animados dentro do excelente conceito “live coke side of life”. O primeiro deles é uma viagem pela fantástica fábrica de Coca-Cola.

O segundo filme também é uma viagem, que se apropria do game GTA para falar um pouco mais sobre o coke side of life… muito inteligente e criativo o filme, até pela grande difusão que tem esse game entre o target. Destaque também para a música do filme, que é animal!

Essa tendência de animação tem aumentado, mas não é de hoje não. Nos últimos anos, o Festival de Cannes já havia premiado algumas peças. Em 2005, por exemplo, tivemos duas animações premiadas que valem a pena mostrar. Uma delas é o grande “Hate Something” de Honda, que mais do que um comercial, é um manifesto musical e animado de Honda para o mundo. Lindo!

O outro filme é mais virtuoso do que propriamente conceitual. É o típico filme para ganhar prêmio, mesmo porque tem 150 segundos. No entanto, vale a pena pela produção e também pela música. O anunciante é a marca de água Evian

Assim como toda a forma de divertir, distrair e entreter o consumidor, as animações são uma saída muito legal. Considerando a TV um espaço cada vez mais concorrido e de menor absorção pela baixa concentração mental do público, quem não se mexer para usar bem essa mídia tende a ficar cada vez mais longe da cabeça e do coração das pessoas. Obviamente, animação não é um produto Tabajara. O anunciante não poderá falar que seus problemas acabaram. É só mais um caminho interessante, assim como tantos outros que estão por aí para serem trilhados por agências e anunciantes.

Advers: Parte 3

setembro 25, 2006 às 1:51 pm | Publicado em Ad, Cool, Web | 1 Comentário

Finalmente chegamos ao fim da seção de híbridos publicitário, os nosso queridos Advers.

O último deles é o Advergaming, ou seja, a utilização de jogos eletrônico on ou offline para enviar mensagens publicitárias para um target considerável de 18-34 anos. Além de largo, esse target utiliza vorazmente games. Nos EUA, metade de todos os consumidores jogam video-game; desses, 62% estão acima dos 18 anos e passam em média 7,5 horas enfiados em games. É importante notar que isso é quase o dobro das reles 4 horas que ficam na frente da TV, com o agravante de ele poder a qualquer momento trocar de canal na hora do intervalo comercial.   

Na verdade, o advergaming tem duas vertentes. A primeira delas é quando anunciante cria um game da sua marca com a sua mensagem e coloca na net para o pessoal jogar. Nessa, preciso destacar o fantástico game que a Satchi criou para a Arno divulgar sua frigideira. Ele não é original pelo jogo em si, já que é uma reedição do manjado telejogo. No entanto, a adequação do meio com a mensagem pretendida (o atributo tangível telfon da frigideira) é perfeita. Tanto, que ele acabou trazendo um Gold Lion lá de Cannes pra casa. Demais! (clique na imagem para jogar)

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A outra vertente, é quando um anunciante insere um outdoor, cartaz, no-media ou algo do gênero no meio do cenário de um game. Isso é um bom aproveitamento de mídia, já que nesse meio o consumidor não tem muito jeito de trocar de cenário se não quiser ver seu anúncio, como se faz na TV, ou ainda travá-lo, como se faz com pop-ups.

Um exemplo que ficou famoso foi a inserção de SubWay (rede fastfood americana) no jogo Counter Strike. Num dos cenários urbanos do game havia cartazes nas paredes anunciando SubWay para os jogadores.

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As opiniões dos jogadores não são muito homogêneas. Alguns deles pensam que esses anúncios são legais porque dão mais realismo aos games. Já outros, torcem o nariz, alegando que isso é invasão demais por parte da publicidade.

Bom, eu sou suspeito, mas acho que as duas vertentes do advergaming são iniciativas muito boas por parte das agências e anunciantes. É um modo de enviar a mensagem, obtendo alto grau de concentração e envolvimento com a marca. Nem preciso dizer que esse é um dos maiores problemas no meio mais caro de todos: a TV.

No entanto, assim como tudo na vida, não podemos pegar pesado com essa novidade. Caso contrário, o tiro pode sair pela culatra e os jogadores podem passar a odiar o anunciante, por estragar deliberadamente seu entretenimento. E isso é certamente tudo o que uma marca não quer.

Advers: Parte 1

setembro 15, 2006 às 9:04 pm | Publicado em Ad, Cool | 6 Comentários

Toda profissão tem seus próprios termos técnicos, mas a Publicidade é certamente um dos meios em que eles mais proliferam. Nesse e nos próximos dois posts, vou falar sobre três deles que me chamaram atenção nos últimos tempos e merecem um comentário mais aprofundado: são os advers, ou melhor, as variações de advertising que estão rolando por aí (meio publicitários de agências, anunciantes e blogosfera).

O primeiro deles é o Advertainment, que é um conceito que se propõe a fazer um mix entre publicidade e entretenimento. Indo além do óbvio que a palavra remete, o advertaiment surge num momento em que o mundo é cada vez mais interativo e o consumidor precisa ser cativado de forma mais profunda do que uma mensagem emocionada/engraçada/racional/etc de 30 segundos no intervalo do nosso (cada vez menos assistido) Jornal Nacional.

Um típico caso de anunciante que tentou cativar o consumidor com a interação do conceito de advertainment foi o XBox, que proporcionou ao pessoal da Austrália a maior guerra de bexigas do mundo. É, isso mesmo. Os caras deram 55 mil bexighinhas d´água e óculos de proteção para 3000 pessoas que quiseram brincar de guerrinha em plena areia da praia de Cooge. Confira o anúncio divertidíssimo que eles fizeram para lançar essa brincadeira 

E o resultado final no dia do evento

Bom, agora me fala se não deu uma puta vontade de organizar uma dessas com um monte de amigos e zuar até acabar a água.

É bem esse o espírito do advertainment: proporcionar momentos divertidos, gostosos e agradáveis para os consumidores e as pessoas que eles gostam. Uma marca que consegue viabilizar esse tipo de coisa certamente ganhará uma simpatia e uma estima por parte do consumidor. Que mais uma marca quer com a sua comunicação se não isso?

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