Pensamento da semana

março 17, 2007 às 3:28 am | Publicado em Inspiring | Deixe um comentário

“Consumers are being swamped with negative messages and annoying offers. This has the effect of destroying trust and fostering indifference – about the worst thing that can happen to a provider; in fact, any kind of marketing today should be permission marketing“.
Dr. David Bosshart, Gottlieb Duttweiler Institut

Do excelente Hiden Persuader 

Oportunidade ou oportunismo?

março 16, 2007 às 3:19 am | Publicado em Sem categoria | 1 Comentário

Acho que já devo ter comentado isso em algum post aqui no AdWeb, mas uma dos assuntos que mais gosto na criação publicitária é anúncio de oportunidade. É muito legal poder adequar a mensagem a temas temporais, que estão em pauta e quente na vida das pessoas. Para mim, saber aproveitar essa situação é um claro indício de uma inteligência proveniente de forte conecção com o mundo real, com a vida social, com o dia-a-dia.

No último post mesmo havia um deles.

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Agora, há uma larga diferença entre aproveitar uma oportunidade e ser oportunista. Tá cheio de parasitas se apropriando de fatos e casos sérios ou delicados simplesmente para tirar vantagem do momento e da sensibilidade que as pessoas criam em relação a determinadas situações.

O último caso escancarado que eu vi foi relacionado à famosa onda verde que assola o mundo. Mais especificamente, foi relacionado ao manifesto realizado por alguns artistas da minisérie Amazônia da Rede Globo. É o chamado “Amazônia para sempre”, protesto que se estendeu inclusive para a web na forma de comunidades no Orkut e em um site que as pessoas assinam para marcar sua indignação contra a devastação da nossa floresta.

Mesmo sendo uma manifestação dentro do hype do momento que é o verde, sem dúvida é super válida qualquer tentativa de preservar a natureza, ainda mais partindo de personalidades com peso e influência sobre grande parte da massa como essas têm.

Mas quem parece que gostou mesmo da idéia foi o pessoal do PPS, que não teve o menor pudor em se apropriar dessa causa e desse manifesto para vender sua ideologia (?). E o pior, na figura de um ator (decadente, é bem verdade): o conhecido Stepan Necercian, que, no meio do break da novela das 20:00h, entra em cena com um discurso com altas doses de oportunismo e demagogia.

É triste dizer, mas a política consegue nos envergonhar até na propaganda. Como pode um partido ter a cara de pau de se apropriar de um manifesto honesto por parte de alguns artistas e proclamar textualmente “Junte-se a nós nessa luta nacional”. Nós quem cara pálida? Desde quando esse partido (ou qualquer outro que não seja o PV) levantou a bandeira dessa causa? Quanto de apoio será que essa turma deu para o verde antes de estourar essa onda e, mais especificamente esse manifesto?

É… nessas horas que eu vejo que com certeza não é a toa que minha descrença no Brasil cresce tanto a cada dia.

Dica do meu irmãozinho diretamente do HC. Melhoras, garoto!!

O que me importa?

março 13, 2007 às 2:18 pm | Publicado em Brand | 4 Comentários

Uma das definições mais atuais e bem acabadas dessa coisa maravilhosa que passamos a vida atrás chamada idéia é: algo que tenha o poder de mudar o relacionamento das marcas com as pessoas. Algo que tenha realmente importância na vida delas. Uma idéia capaz de mudar, mexer, transformar. Penso que é disso especificamente que vivemos atrás.

Agora, as vezes me parece que falta algum tipo de critério na avaliação de uma boa idéia. Parece que o caminho das pedras é bem curto e fácil: os planejadores pesquisam um monte, botam a cachola para funcionar e bolam um conceito campeão. Os criativos, com seu toque de genialidade, pegam essa idéia, executam em página dupla e 30”. Daí é só os mídias entucharem GRP na galera e correr para o abraço. Mais um golaço da agência, mais 3 pontos na conta do cliente. Afinal, essa idéia certamente vai mudar a relação das marcas com as pessoas e certamente vai fazer muita diferença na vida delas.

Só que nem sempre é bem assim. Ou melhor, quase nunca é assim. É muito engraçado perceber como de vez em quando há uma enorme diferença entre o que os publicitários pensam que faz diferença na vida das pessoas e o que realmente faz. No final das contas, o que disso tudo que é feito realmente importa para o consumidor? Qual é a real diferença que um anúncio de revista ou 30” na TV fazem na vida dele?

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Ele entra em contato com uma marca que defende uma idéia que ele acredita? Sim, claro! Ele dá umas boas risadas e se diverte com essa publicidade? Provavelmente, considerando que os filmes costumam apelar bastante para o humor. Ele se identificou com essa marca e se sentiu motivado a comprar mais dela (ou experimentá-la em casos de lançamento)? Bom, isso talvez, se a campanha for muito boa mesmo. Agora, mesmo após todos esses excelentes resultados, insisto na primeira pergunta: qual foi a real diferença que isso fez na vida do consumidor? Algo foi mudado, mexido, transformado? Bom, acho que essa até eu consigo responder: não! Praticamente nada, para não dizer nada mesmo.

[Note que essa é uma discussão sobre um conceito de idéia mais amplo e não sobre o já cliché “não deveria mais existir publicidade tradicional, ela morreu, o negócio agora é Web 2.0 e guerrilha”. Não, calma. Não é isso que quero discutir aqui.]

Uma marca que se propõe a ter uma “idéia que vai mudar o relacionamento das pessoas com ela” tem que se obrigar a fazer uma puta diferença mesmo na vida desse cara. Por isso, volto na questão inicial: em muitos casos é abismal a diferença entre o que os publicitários acham que faz diferença na vida das pessoas e o que realmente faz.

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Bom, para não ficar no discurso trangressor, mas vazio, trago um exemplo que, no meu ponto de vista, ajuda a entender o que estou querendo dizer.

A Sul América nunca foi dos anunciantes mais criativos do mundo. Na verdade, eles, assim como quase todos seus concorrentes, sempre foram bem presos em termos de comunicação. Talvez isso aconteça por essa ser uma comunicação de demanda negativa, ou seja, de produtos e serviços que as pessoas não querem ter, mas sabem que precisam, tais como seguros, planos de saúde e tudo mais. O fato é que a Sul América não tem uma big idea que baliza todos os seus esforços, fazendo dela uma marca de comunicação consistente aos olhos de seu público (e principalmente aos olhos de publicitários corneteiros).

No entanto, ela conseguiu ter uma idéia de verdade, totalmente dentro dos conceitos mais atuais e modernos de idéia. Estou falando da Rádio Sul América [92.1 FM], um veículo que foi concebido única e exclusivamente para ajudar o paulistano a fugir do trânsito, tratando 24 horas por dia desse assunto. Será que alguém aí consegue me dizer o quão importante isso pode ser para as pessoas numa cidade cada dia mais caótica em termos de trânsito como São Paulo? Difícil mensurar, né? Isso sim me parece uma idéia que de fato faz diferença na vida das pessoas. Essa idéia sim pode se colocar num status de mudança, de mexida e de transformação do relacionamento consumidor-marca.

E o mais legal é que essa idéia foi muito bem executada, usando (ainda que offline) um dos conceitos mais hypes (e mais importantes também) da internet hoje: a famosa colaboração. Na Rádio Sul América, as pessoas que estão paradas no trânsito têm espaço para entrar no ar e contar para os outros ouvintes o que está acontecendo. Isso é muito tesão porque além da puta credibilidade que a informação ganha por ser passada por pessoas na mesma situação que a gente, há um envolvimento e até mesmo um engajamento muito grande de quem se predispõe a ligar para a rádio e ajudar os outros motoristas desesperados com os engarrafamentos da cidade. O que se forma no final é um senso de comunidade importantíssimo para qualquer marca hoje.

Fora a execução da idéia em si, a sua comunicação também foi excelente, usando e abusando da mídia exterior dos relógios/termômetros da cidade. Ela foi bem simples mesmo, sem frescura. Só pra dizer que a rádio estava aí.

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Até anúncio de oportunidade rolou.

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Bom, acho que deu para entender o que eu estava querendo dizer quando apontei a diferença entre o que os publicitários acham que sua ideía é e a diferença que ela realmente faz. É claro que se essa idéia viesse partindo de uma construção de marca sólida, de um conceito bacana e tudo mais, acredito que a mensagem seria potencializada e os significados da Sul América se ampliariam para o seu público. Sem dúvida. E se isso pudesse ter sido amplificado com o poder de meios de comunicação de massa como a TV, melhor ainda para a marca.

Mas, ao meu ver, o que eles fizeram para as pessoas faz muito mais diferença do que qualquer comercial do mundo, independentemente do conceito, da execução da mídia ou do que for. A publicidade moderna tem que se ater cada vez mais a isso. Prestar serviço, promover entretenimento, entrar em contato real com o consumidor. Sair do mundo das idéias de Platão e cair no mundo real. Aquele em que muitas vezes ninguém está nem aí para os comerciais da televisão, mas que tem trânsito… muito trânsito!

Midializando a vida

março 7, 2007 às 8:56 pm | Publicado em Sem categoria | 1 Comentário

Saiu no NY Times faz um tempinho um artigo que discutia a midialização do mundo, ou seja, que tudo estava virando mídia, independentemente do que ela respresentasse. O título da matéria mesmo dizia que onde quer que seu olho vá, provavelmente olhará uma propaganda. Só que a matéria ficou muito em cima das implicações que o volume de publicidade tem para as marcas e para as pessoas, que, segundo eles, hoje estão expostas a o assustador número de 5.000 mensagens publicitárias por dia.

O que não foi muito discutido foram os limites “morais” da midialização, ou seja, até que ponto certos tipos de coisa podem ou não virar mídia. O que não falta para ilustrar essa discussão são exemplos.

Quem já não viu ou ouviu falar de pessoas que vendem seu corpo como mídia na forma de tatuagens? Lembro até daquele caso em que a Blaüsiegel, fabricante do preservativo Preserv, pagou para cerca de 500 prostitutas tatuarem seu logotipo em seus corpos. A idéia era que o consumidor entrasse em contato com a marca no momento em que mais precisa dela. Ou esse cara maluco que fez um site para oferecer as partes do seu corpo para fins publicitários como se fosse um veículo ambulante.

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Outro exemplo polêmico foi aquele já clássico caso da Echo Star, empresa de televisão por satélite americana que propôs 10 anos de TV na faixa para a cidadezinha texana Clark se eles mudassem o nome da cidade para Dish City, em referência ao serviço Dish da operadora. Resultado é que o povo topou e hoje todos têm TV paga na faixa :D.

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Quando penso nessas coisas, poderia chegar a conclusão de que a propaganda passou dos limites faz tempo. Mas não acho que isso tenha acontecido ainda. Pelo menos não enquanto não colocarem em prática a idéia do meu colega de ECA Rafael Mantarro, que, entre outras coisas, fez seu Trabalho de Conclusão de Curso em cima da idéia de usar o dinheiro real como mídia, tendo a Casa da Moeda como veículo. Então cada marca poderia anunciar em um tipo de nota, de acordo com a sua conveniência. Por exemplo, as Casas Bahia poderiam comprar a nota de R$10,00, dizendo que lá o seu dinheiro rende bem mais ou qualquer outra infâmia do gênero.

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Aí eu me pego pensando: faz sentido isso! Se o mundo todo é regido pelo capitalismo e a publicidade é elemento central desse sistema, por que não usar um ícone tão representativo disso quanto o dinheiro como mídia? Seria no mínimo curioso pensar que os anunciantes pagariam seus anúncios com os próprios anúncios, ou seja, o dinheiro.

Agora deixo pra vocês decidirem. O que é pior de vender para a publicidade: o corpo, a cidade ou a moeda?

Verdade nº 23: Muita gente ainda não entendeu a Web 2.0

março 2, 2007 às 2:13 pm | Publicado em Web | 5 Comentários

Nessa semana, a Almap BBDO e a VW lançaram a nova camapnha do Gol, concebida toda em cima dos famosos Chuck Norris Facts, sob a assinatura “Use sem dó”.

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Apesar de eu não achar muito verdadeiro comparar um simples golzinho ao poderosíssimo Chuck Norris, acho que a idéia foi legal por dois motivos. O primeiro é que os Chuck Norris Facts foram uma baita febre. Certamente você já esteve numa rodinha de amigos em que se contavam verdades sobre o Chuck e a risada comia solta. O segundo motivo é que essa idéia dá brecha para uma série de pontos de contato legais, especialmente na internet. Fiquei imaginando uma série de viagens que eles poderiam fazer para engrossar o caldo da comunicação convencional.

Então, fui atrás do site da campanha para ver que maluquices eles tinham aprontado por lá. E, na verdade, descobri que o site é bem simples. Ele é bacsicamente uma lista de facts que dá a possibilidade de você indicá-las para algum amigo. Além disso, ele mostra o print e o vídeo da campanha, fora uns dois videozinhos animados ilustrando dois facts. Até aí, um site tão comum como qualquer outro, que nem valeria um comentário maior.

No entanto, teve algo que me chamou muita atenção: o site dá a possiilidade de você criar a sua verdade. Pensei comigo “Bom, isso é bacana. Vou mandar uma verdade, os caras vão publicar e quem sabe eles até ilustrem a minha com um daqueles videozinho animados. Seria tesão!”. Só que isso é bem mais difícil do que me pareceu em pensamoento. Para ser credenciado a mandar uma verdade, você precisa se cadastrar com se nome e e-mail. Daí, os caras vão te responder dando aval para você mandar a sua verdade. Só para vocês sentirem a velocidade da coisa, fiz isso segunda-feira e não recebi e-mail nenhum ainda. Resultado: fiquei decepcionado com o fato de ter sido podado. Eu queria colaborar e não pude. Deu aquela puta brochada chata.

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Isso me faz pensar sobre o nível e entendimento ou de aceitação que os grandes anunciantes tiveram sobre conceitos de colaboração que a dita Web 2.0 nos disponibiliza. Deu para perceber que eles quiseram usar a colaboração dos consumidores, mas não tiveram coragem de fazer isso de forma totalmente aberta e sem censura, como manda o figurino de uma ação tesão na internet hoje. Não sei se eles ficaram assustados com o que aconteceu com o Chevy Tahoe ou qualquer outra coisa desse tipo. O fato é que do jeito que está, ficou chato demais. Ficou na contramão do bom uso da internet hoje. [Fora que covardia não combina nem um pouco com Chuck Norris :D]

O exemplo do Gol é só um dentro de uma série de maus usos das novas práticas de comunicação na internet. Outros exemplos bons disso são alguns blogs corporativos que a gente vê por aí. Dá até vergonha de ver como eles usam mal uma ferramenta que poderia servir para a empresa ser um pouco mais transparente e próxima dos consumidores. Ou os posts são vendendo coisas para as pessoas, ou falando bem de si próprios. E quando rola crítica, dá-lhe censura!

Com o pé tão atrás desse jeito vai ficar bem complicado alguém se dar bem e fazer sucesso de verdade na internet. Nem Chuck Norris.

Recomendo esse post se vocês quiserem ver uma bela seleção dos originais e legítimos Chuck Norris Facts e dar um pouco de risada :D

 

 

Venda que te quero verde

fevereiro 28, 2007 às 1:21 pm | Publicado em Ad, Atitude | 8 Comentários

Com toda a disussão acerca da emissão de poluentes, aquecimento global, Protocolo de Kyoto e tudo mais, a causa ecológica tem ganhado muita força. Inclusive, força de vendas, visto a quantidade de ítens que já são comercializados em sua versão “ecologicamente responsável”. Só que o mais interessante é que o verde não está vendendo porque a causa ecológica é a melhor delas e merece nosso apoio muito mais do que as outras. O fato é que vira e mexe tem algum hype politicamente correto que pauta as discussões na mídia e, consequentemente, nos departamentos de marketing das grandes corporações. Não faz muito tempo que a moda era a obesidade e o ataque à junk food, lembram?

Pois bem, felizmente ou infelizmente, a nova moda é o verde. E agora tudo que é marca quer tirar a sua casquinha, tornando incontáveis as publicitarices em prol da causa.

Elas vão desde coisas pequenas como a Ikea que não vai mais dar sacolinhas de plástico grátis para os seus consumiodres até coisas maiores como o mote da campanha da Copa do Mundo Brasil 2014, que vai apelar para o engajamento verde. Para ver como a questão está na moda, no último domingo (25/02) a Academia premiou com o Oscar o documentário “Uma Verdade Incoveniente”, estrelando o ex-vice presidente americano Al Gore. [E, cá para nós, apesar de um ser um filme sério e honesto, não tem como deixar de considerá-lo publicitarice social e política].

Mas o que mais chamou atenção recentemente foi a Honda, que pintou um grande mapa mundi no carro da sua escderia na F1. A idéia é eliminar todos os logos que patrocinavam a escuderia e fazer um modelo de licenciamentos para levantar a bandeira pela causa ecológica numa escala global, dado o alcance que as corridas têm pelo mundo a fora.

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O bacana dessa ação é que as pessoas também podem participar. A idéia é visitar o site myearthdream e fazer uma promessa ecológica. Daí, mediante determinada quantia, seu nome e sua promessa aparecerão no carro no lugar dos patrocinadores que costumavam estar por lá.

Muita gente discute se é certo ou não a publicidade se aproveitar dessas coisas para vender seus produto. Se é ético chupinhar causas nobres em prol do vil metal. Se é honesto usar de questões dessa natureza para enganar pessoas, fazendo-as desejar aquilo que elas não precisam e pagar por isso o dinheiro que elas não têm.

Bom, por ser (quase) publicitário, talvez eu seja suspeito para falar, mas, sinceramente não vejo as coisas dessa forma. Se o papel das marcas hoje é ter um relacionamento legal e ocupar um espaço importante na vida das pessoas, por que não “apoiar” uma causa que tem sido relevante na vida delas? Qual o mal em trazer cada vez mais essas questões para elas pensarem, refletirem e, até mesmo participarem e interagirem? Onde está o pecado em promover ou patrocinar eventos, conursos e desafios que ajudam o meio ambiente, mesmo que de forma pontual? Afinal, a publicidade é ou não um cadáver que nos sorri?

Obviamente, por trás de qualquer uma dessas ações há o “perverso” objetivo de vendas e a maioria das marcas (para não dizer todas) está pouco se lixando se a temperatura do mundo sobe 1, 2 ou 10ºC por década. Só que a publicidade se apropria de tantas questões nobres, de tantos sentimentos humanos e coisas que não se vendem, que chega a ser hipócrita a questão ética nesse caso. Como julgar se essa ou aquela marca é verde mesmo ou se está só querendo tirar uma casquinha? E se estiver tirando só uma casquinha, qual é o probelma?

Acho que marcas que aproveitam bem (e por bem entendam com uma idéia que seja maior do que um “plante uma árvore”) esses hypes politicamente corretos que a mídia pauta estão certíssimas. Se é importante para o mundo, a mídia vai pautar. Se a mídia pauta (de acordo com todas as questões de agenda setting), as pessoas vão comentar e isso vai se tornar importante para elas. Se é importante para as pessoas, é importante para as marcas. Se é importante para as marcas, elas tem que encarar como uma oportunidade e só se preocupar em acertar a mão para aproveitá-la direito, porque a questão moral e ética nesse caso, para mim não passa de idealismo hipócrita e oportunista de jornalista cri cri.

UPDATE: e não é que até a JWT entrou nessa onda verde com seu simpático reloginho!!

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Quebra tudo!!

fevereiro 23, 2007 às 4:19 am | Publicado em Ad, Cool | 3 Comentários

Parece que agora a nova moda nas agências de publicidade é destruir coisas para poder vendê-las, por mais paradoxal que isso possa parecer. Acho notável como as pessoas curtem todos os tipos de coisas que são quebradas, destruídas, explodidas, implodidas, trituradas ou o que quer que seja, desde que faça bastante sujeira.

Exemplos disso não faltam. A Nike mesmo fez uns viraizinhos para anunciar suas poderosas bolinhas de golf Juice 312. Poderosas porque, se arremessadas por um canhãozinho, elas podem destruir coisas inusitadas como um coelhinho de brinquedo, um bolo de aniversário, uma Lava-Lamp, uma máquina de balas entre outros.

Outra marca que apostou na destruição para comunicar foi a cerveja Milwaukee Best Light, que construiu um alvo gigante para que uns malucos pudessem atirar latinhas em vítimas não menos inusitadas como melancias, melões, TVs, aparelhos de som, vasos de flores…

Agora quem me chamou atenção mesmo foi a Absolut, que usou a moda da destruição de coisas para dar suporte à idéia do seu novo produto, a Absolut Pears. O conceito é apresentado por meio da assinatura “The new taste of temptation” e fala sobre a destruição das velhas tentações da nossa vida em favor do novo sabor da tentação ou seja, da Absolut Pears.

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Ainda poderia citar exemplos como a famosa série Will it Blend? da Blendtec ou até mesmo as consagradas coreografias das explosões causadas pela mistura de Coca-Cola Diet e Mentos. Mas o fato curioso mesmo é a proliferação desse tipo de execução, bem como seu enorme potencial viral. Essas marcas acabam passando um tempo especial na vida das pessoas por estarem realizando um desejo reprimido delas de destruir e quebrar as coisas dos jeitos mais estranhos que poderiam pensar em fazer, mas normalmente não podem ou não conseguem.

Agora, o que seria mais bacana ainda é se essas marcas dessem a possibilidade de as pessoas poderem fazer isso elas mesmas. Sair do virtual e ir para o real. Fazer as pessoas interagiram com a marca de forma mais concreta, com uma experiência mais forte.

Eu com certeza estaria na fila para destruir várias dessas coisas :-)

Valeu pela dica, Bazán

Oportunidade na avenida

fevereiro 16, 2007 às 2:13 pm | Publicado em Ad, Brand | 3 Comentários

Uma das coisas que eu acho mais bacanas na publicidade é saber aproveitar oportunidades. E não estou me referindo àqueles varejões de natal, ano novo, dia das mãe, namorados e o caramba. Já até postei aqui certa vez uma oportunidade que a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul aproveitou fazendo uma paródia do famoso filme protagonizado por Daniela Cicarelli.

Carnaval também costuma ser uma boa oportunidade para as marcas falarem alguma coisa bacana para o seu consumidor. Mas normalmente, não é o que acontece. Rola muito patrocínio de cervejas (a camarotes, blocos e trios elétricos), varejo e algumas bobagenzinhas sem importância. E, claro, como já é de praxe, aquelas campanhasde do governo ou de ongs com a fatídica (mas correta) frase: “Usem camisinha”.

E foi nessa pegada “use camisinha” que Trident foi uma das marcas que melhor soube aproveitar a oportunidade nesse carnaval. Foram para o ar durante a semana uns filmetes simulando depoimentos de jovens falando da importância de usar camisinha. Então rolavam aqueles papos de amor próprio, tem que se cuidar, é fácil e rápido de usar, blá blá blá. Só que no lugar de camisinha, eles estavam falando de Trident.

Bom, é melhor vocês assistirem do que eu ficar tentando explicar. Tem versão masculina e feminina.

Achei um jeito muito bacana de aproveitar o carnaval. Foi uma mensagem muito adequada, de fácil identificação e assimilação pelo público! Além disso, esses filmetes podem ser a porta de entrada para um novo posicionamento de Trident, abandonando abordagens tradicionais como o sugar-free e o oral care para mostrar o papel emocional, do dia-a-dia que ele pode ocupar na vida das pessoas.

The Oscar Goes To…

fevereiro 14, 2007 às 2:03 am | Publicado em Ad, Cine, Cool | 1 Comentário

Com todo esse agito pré-Oscar, a Fox aproveitou para dar mais uma divulgadinha no longa dos Simpsons que estréia ainda esse ano. São os palpites do astro Homer Simpson.

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Alguém mais achou que os palpite/comentários do Homer são muito melhores do que os do mala do Rúbens Ewald Filho ou fui só eu?

Dica do Ilustrada no Cinema

Olha a Pepsi aí gente!

fevereiro 11, 2007 às 1:26 pm | Publicado em Ad, Brand | 3 Comentários

Eu tenho visto tanta coisa boa da Coca Cola ultimamente e “O Lado Coca Cola da Vida” é uma idéia tão destruidora , que por um momento me esqueci que ela tinha concorrentes. Faz tanto tempo que eu só vejo coisas animais da Coca e nada da Pepsi que eu achei que a última tinha sido totalmente engolida pela primeira. Isso até que vi esse anúncio no excelente Cafeína.

Achei animal esse filme. Ele é puro entretenimento e nos faz relembrar um dos maiores clássicos do fliperama que é o Pinball. De quebra, ainda conseguem retomar o ícone da Pepsi com bastante força. Como eu tinha gostado do anúncio, fui atrás da campanha toda para ver no que dava. Deu que eu acabei achando algumas coisinhas bem interessantes que estão rolando lá na gringa. A primeira coisa que eu vi foi o outro filme da campanha, no mesmo esquema do pinball só que com uma bola de praia. Adimito que ele não é tão bom quanto o Pinball, mas é bem bacana também.

Além desses filmes, eles fizeram umas vinhetinhas para lançar as novas latinhas de Pepsi, que foram totalmente reestilizadas de acordo com temas que são bacanas para os jovens hoje, tais como música, video game, downloads, emoticons, fotografia etc.

Se vocês prestaram atenção, viram que a vinheta tenta nos levar a um site: o thisisthebegining.com. Lá, a Pepsi está promovendo um projeto opensource, ou melhor, crowdsource para a construção de outdoors interativos. Funciona da seguinte maneira: os usuários do site criam de forma colaborativa um mega stencil. Daí, a Pepsi vai publicar um deles por dia em Times Square durante 60 dias. A idéia é o tesão de ver na rua uma coisa que você ajudou a criar na internet.

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Eu achei tudo isso que a Pepsi está fazendo muito legal mesmo. Demonstra um pensamento no mínimo atual e antenado com as novas propostas de comunicação. Deu uma nova cara para o seu produto, fez filmes que entretêm as pessoas em vez de interrompê-las de forma bruta, usou a internet, levou isso para a rua e tudo mais. Agora, o que eu sinto falta de verdade é de uma idéia estratégica forte. Eles estão fazendo muitas ações, que, saparadamente, são muito coerentes e relevantes para as pessoas, mas ainda não encontraram um “lado pepsi da vida”. Isso tira muito do valor que as pessoas vêem na marca porque, por mais que gostem do que ela está fazendo, não criam algum tipo de relacionamento emocional mais forte. A relação é com a ação e não com a marca. Por isso ainda acho que a Coca Cola dá um banho de comunicação na Pepsi. Mas um banho mesmo!!

No entanto, foi muito bom recuperar a memória e ver que a a Coca Cola tem sim um concorrente e que ele não foi completamente sucumbido pelo líder.

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