Midializando a vida

março 7, 2007 às 8:56 pm | Publicado em Sem categoria | 1 Comentário

Saiu no NY Times faz um tempinho um artigo que discutia a midialização do mundo, ou seja, que tudo estava virando mídia, independentemente do que ela respresentasse. O título da matéria mesmo dizia que onde quer que seu olho vá, provavelmente olhará uma propaganda. Só que a matéria ficou muito em cima das implicações que o volume de publicidade tem para as marcas e para as pessoas, que, segundo eles, hoje estão expostas a o assustador número de 5.000 mensagens publicitárias por dia.

O que não foi muito discutido foram os limites “morais” da midialização, ou seja, até que ponto certos tipos de coisa podem ou não virar mídia. O que não falta para ilustrar essa discussão são exemplos.

Quem já não viu ou ouviu falar de pessoas que vendem seu corpo como mídia na forma de tatuagens? Lembro até daquele caso em que a Blaüsiegel, fabricante do preservativo Preserv, pagou para cerca de 500 prostitutas tatuarem seu logotipo em seus corpos. A idéia era que o consumidor entrasse em contato com a marca no momento em que mais precisa dela. Ou esse cara maluco que fez um site para oferecer as partes do seu corpo para fins publicitários como se fosse um veículo ambulante.

imagem1.jpg

Outro exemplo polêmico foi aquele já clássico caso da Echo Star, empresa de televisão por satélite americana que propôs 10 anos de TV na faixa para a cidadezinha texana Clark se eles mudassem o nome da cidade para Dish City, em referência ao serviço Dish da operadora. Resultado é que o povo topou e hoje todos têm TV paga na faixa :D.

7gh9e5eb.jpg

Quando penso nessas coisas, poderia chegar a conclusão de que a propaganda passou dos limites faz tempo. Mas não acho que isso tenha acontecido ainda. Pelo menos não enquanto não colocarem em prática a idéia do meu colega de ECA Rafael Mantarro, que, entre outras coisas, fez seu Trabalho de Conclusão de Curso em cima da idéia de usar o dinheiro real como mídia, tendo a Casa da Moeda como veículo. Então cada marca poderia anunciar em um tipo de nota, de acordo com a sua conveniência. Por exemplo, as Casas Bahia poderiam comprar a nota de R$10,00, dizendo que lá o seu dinheiro rende bem mais ou qualquer outra infâmia do gênero.

grana.jpg

Aí eu me pego pensando: faz sentido isso! Se o mundo todo é regido pelo capitalismo e a publicidade é elemento central desse sistema, por que não usar um ícone tão representativo disso quanto o dinheiro como mídia? Seria no mínimo curioso pensar que os anunciantes pagariam seus anúncios com os próprios anúncios, ou seja, o dinheiro.

Agora deixo pra vocês decidirem. O que é pior de vender para a publicidade: o corpo, a cidade ou a moeda?

1 Comentário »

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

  1. hahahahahaha, que doidera!!!!! acho que o corpo é pior!!!! a idéia do dinheiro é interessante… mas preciso pensar mais sobre o assunto!


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.
Entries e comentários feeds.

%d blogueiros gostam disto: